Conta de luz fica mais cara no Estado do Rio na próxima segunda-feira (15)

Puxadas por uma alta nos custos para a compra de energia e do dólar, a conta de luz dos consumidores do Estado do Rio vai subir. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem os reajustes nas tarifas da Light e da Enel Rio, antiga Ampla. Os clientes residenciais (de baixa tensão) da Light terão uma alta de 4,67%. Já os da Enel, que atende Niterói, Região dos Lagos e o Norte Fluminense, aumento de 4,65%. Os reajustes entram em vigor na próxima segunda-feira para as duas empresas.

Para os consumidores industriais (de alta tensão) da Light, o aumento médio será ainda maior, de 11,83%. No caso da Enel Rio, esse grupo de consumidores terá alta de 10,38% nas suas tarifas.

Com esses valores, a Enel passa a ter a tarifa mais cara do Brasil, de acordo com a Aneel. A conta da Light é a terceira mais alta. Em segundo lugar, fica a da distribuidora de energia do Pará.

A expectativa do mercado é que o reajuste médio no país em 2021 será de 15%. No início de fevereiro, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, disse que, “se nada for feito”, as contas de luz de todo o Brasil teriam alta média de 13% neste ano.

A tarifa de energia é reajustada considerando uma série de fatores, como o dólar e os custos do aumento da geração de energia por meio de usinas térmicas — que é decorrente da falta de chuvas.

Neste ano, o principal fator para o reajuste foi uma alta nos valores que são repassados para os geradores de energia elétrica, como usinas hidrelétricas e termelétricas.

A falta de chuvas e o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas registrados no ano passado contribuíram para reajustes em 2021. Sem chuvas, foi preciso acionar mais termelétricas (que são mais caras que as hidrelétricas) para garantir o suprimento. Parte dessa conta adicional ficou para ser paga este ano.

A alta do dólar também pesou na conta pois as empresas usam a energia gerada na hidrelétrica de Itaipu, que é paga com base na moeda americana. Por isso, quando o dólar sobe muito há o impacto direto nas tarifa.

Em nota, a Enel ressaltou que, do reajuste total, o percentual que fica com a atividade de distribuição de energia correspondeu a 1,71

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