13º de servidores só será pago com empréstimo, diz prefeito de Cabo Frio

Alair Corrêa falou sobre o atual momento vivido em Cabo Frio. Prefeito espera liberação de R$ 200 milhões.

Por Redação JS em 13/05/2016 07h36

O prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa, declarou nesta quinta-feira (12) na Inter TV, Filiada da Rede Globo, que depende da liberação do empréstimo de antecipação dos royalties para fazer o pagamento dos servidores municipais em dia, além da 3ª, 4ª e 5ª parcelas do 13º salário dos servidores do ano passado.


"Não [foram pagas] e não vão ser pagas enquanto não tiver recursos. Eu não posso inventar", declarou o prefeito.


Nesta quinta-feira (12) um grupo de profissionais da Educação de Cabo Frio fechou a ponte Feliciano Sodré por volta das 12h. O protesto era contra o empréstimo e pedia o pagamento dos salários e benefícios atrasados. Sobre o protesto, o prefeito disse que considerava "político".


“Não pode ficar contra um empréstimo que vai salvar a cidade. O que eles estão fazendo é política. Se o empréstimo entrar rápido eu pago rápido. Eu estou refém do empréstimo. Sem o empréstimo essa cidade vai falir. Porque nós estamos arrecadando menos do que a folha e não podemos desempregar ninguém”.


O prefeito ainda complementou que está confiante na liberação do empréstimo. "Não vai falir [a cidade] porque o empréstimo vai entrar. Não vai ser essa meia dúzia de professores que vai impedir que esses recursos entrem. A população precisa desses recursos e nós vamos conseguir", finalizou Alair Corrêa.


O prefeito disse que mesmo que não possa usar o dinheiro do empréstimo para pagar funcionário, poderia remanejar recursos, tirando dinheiro do orçamento para a folha salarial e repondo o orçamento com dinheiro do empréstimo.


A representante do Sindicato dos Professores da Região dos Lagos (Sepe Lagos), Denise Teixeira, declarou que o argumento do prefeito sobre a manifestação tem a intenção de desqualificar o movimento.


"O governo, quando quer desqualificar qualquer movimento da classe trabalhadora, o primeiro ponto é dizer que o movimento é político-partidário. Prova contrária a isso é muito simples. A gente pode ver claramente que não é político-partidária que a gente está sem calendário de pagamento, sem 13º, sem vale-transportes, sem terço de férias, tendo todos os nossos direitos negados. Essa é a nossa luta", explicou. 


Antecipação dos royalties


O prefeito de Cabo Frio tenta conseguir com o Banco do Brasil o empréstimo de R$ 200 milhões de antecipação dos royalties do petróleo. A liberação depende da aprovação da Câmara de Veradores e atualmente está nas mãos da Comissão de Constituição e Justiça. Segundo o prefeito, a prioridade no uso do valor do empréstimo é o pagamento dos servidores municipais.

"A primeira coisa que eu faria com esses recursos é colocar o salário do servidor em dia. Eu vou criar um fundo permanente do valor da folha, que é R$ 30 milhões e com esse fundo permanente eu garanto todos os meses, no dia certo, o pagamento dos nossos funcionários. E vamos devolver a eles tudo aquilo que nós tiramos nesse momento de crise: insalubridade, difícil acesso, adicional noturno, tudo isso seria devolvido. A prioridade primeira é que nós façamos o atendimento ao funcionário", declarou em entrevista.










*Matéria G1.com

Foto: Horácio CFZone

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