Aberta exposição “São Pedro da Aldeia conhecer para amar e cuidar rumo aos 400 anos”

Exposição está aberta a visitação até o dia 29 de julho, das 9h às 12h e 13h às 16h, de segunda a sexta-feira

Por em 12/07/2016 11h04
A Prefeitura de São Pedro da Aldeia realizou a abertura da exposição e mostra de vídeos “São Pedro da Aldeia conhecer para amar e cuidar rumo aos 400 anos”. O evento aconteceu no Cine Estação e contou ainda com o lançamento do livro “Estrada de Ferro Maricá”, do autor iguabense Célio Pimentel.

A exposição está aberta a visitação até o dia 29 de julho, das 9h às 12h e 13h às 16h, de segunda a sexta-feira.

O Projeto “São Pedro da Aldeia conhecer para amar e cuidar: Rumo aos 400 anos”, foi lançado pela secretaria de Educação com todas as unidades escolares, para que as mesmas possam se preparar para os 400 anos do município, nos projetos pedagógicos. A SEMED elaborou uma exposição guiada contando a história de São Pedro da Aldeia, onde são exibidos materiais históricos e outros elaborados pelas escolas aldeenses. 

A subsecretária de Educação, Claudete Ramos, deu boas-vindas aos presentes e falou da importância do resgate histórico em São Pedro da Aldeia. 

“Convido a todos para desfrutar de cada recorte, objeto e detalhe que nos remetem às lembranças. Certamente, contam a história de cada geração que deu origem a essa cidade: São Pedro da Aldeia berço de lutas e conquista, gerada pela fé, erguida sobre os olhares de muitas famílias. Essa exposição é mais um marco, o povo sem memória é sem dúvida um povo que não tem história para contar. Nós aldeenses, natos ou não, estamos sendo presenteados com as riquezas que aqui encontraremos”, disse.

“A luta de cuidar e manter aceso é de todos nós. Preservar a história de São Pedro da Aldeia é difícil, o tempo passa e algumas coisas se perdem. A cidade tem uma história no passado que foi construída no lombo do burro, na batida do pilão, no ranger do fuso da casa de farinha, no raspar das pás, pois assim se vivia, se fazia sonho, música e história. Precisamos contar, manter vivas algumas imagens que não podemos esquecer. Nossa história também foi muito contada pelos tropeiros, aqui foi um município em que boa parte da produção correu a fora. Essa exposição é um pouco do sonho para o futuro, de ter um museu, sala permanente onde essa história possa ser exposta e não ser perdida”, contou o secretário de Agricultura, Abastecimento, Trabalho e Renda, Dimas Tadeu.


Além da visita guiada e apresentação de dança da Escola de Artes, a abertura da exposição contou também com o lançamento do livro “Estrada de Ferro Maricá”, do autor Célio Pimentel, filho de Sotéro Luiz Pimentel, chefe da Estação de Trem de Iguaba Grande. O livro conta a história do desenvolvimento regional por meio da chegada do trem e seus benefícios. Complementando a história da Estrada de Ferro Maricá, foram exibidos dois vídeos. O “Reflexões de um ferroviário”, gravado com Sotéro Pimentel e “Condenados pelo Progresso”, da Cinemateca Brasileira.  

Autor do livro “Estrada de Ferro Maricá”, Célio Pimentel comentou sobre a experiência ferroviária e a influência do trem na chegada do progresso.

“Nasci em Iguaba Grande, na Estação de Trem da cidade. Meu pai era o chefe da estação, na minha certidão de nascimento era escrito “Filho de São Pedro da Aldeia”, por Iguaba fazer parte de São Pedro da Aldeia. A Estrada de Ferro aconteceu pois moradores, comerciantes e agricultores de Maricá se juntaram e resolveram fazer uma estrada que fosse até Niterói. De lá, os materiais eram transportados até o Rio de Janeiro, onde ficava a Coroa. No livro temos um capítulo que fala dos salineiros e da importância do transporte do sal. Com o trem chegou o desenvolvimento, ele foi o principal meio para esse avanço. Dentre os materiais, a Estrada de ferro Maricá levava principalmente arroz, sal, mandioca, farinha, camarão e peixes”, explicou. 
 

Colunistas

Suely Pedrosa - Social Tudo sobre a Região dos Lagos
Ricardo Sanchez - Esportes O espírito da 10 de Zico
Ademilton Ferreira - Política Os bastidores da política
Vilma Matos - Editorial Famílias destruídas