Área de Especial Interesse Cultural de Búzios é discutida em Audiência Pública

Esse projeto havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça, onde foi emitido parecer contrário à matéria, devido à falta de realização de audiência pública pelo Executivo

Por em 12/07/2016 10h19
A Comissão de Turismo e Cultura da Câmara Municipal de Búzios realizou audiência pública para discutir o Projeto de Lei Complementar, de iniciativa do Executivo, que inclui a praça Santos Dumont e o prédio que abrigou a antiga administração regional de Búzios na área de Especial Interesse Cultural (AEIC).
 
Esse projeto havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça, onde foi emitido parecer contrário à matéria, devido à falta de realização de audiência pública pelo Executivo. Porém, o parecer foi rejeitado; e a matéria encaminhada à Comissão de Turismo e Cultura, que tinha se predisposto a realizar a audiência.
 
“A realização da audiência é para cumprir com o estabelecido no Plano Diretor no artigo 33”, justificou o presidente da comissão Zé Márcio dos Santos.
 
Além da presença do presidente da Comissão de Cultura e dos membros Lorram da Silveira e Messias Carvalho e do vereador Henrique Gomes, a audiência realizada na quinta-feira (7) também contou com a secretária municipal de Planejamento e Projetos Maria Alice Passeri, com o secretário de Cultura Alexandre Raulino e com o secretário de Desenvolvimento Urbano Humberto Alves. 
 
“Haverá uma série de exigências, e é claro, haverá discussão com os conselhos e a sociedade civil para que sejam sanadas todas as dúvidas e possamos fazer a melhor ocupação de todo aquele espaço. Dúvidas e questionamentos fazem parte desse processo. Mas é importante lembrar que diante da busca pelo melhor pra nossa cidade é preciso que todos nós levantemos o farol do nosso olhar, ver mais adiante. Pensar a cidade para o futuro”, disse o secretário Humberto. 
 
Artistas, artesãos, comerciantes e representantes da sociedade civil também participaram, tirando suas dúvidas e apontando críticas à situação atual da praça, como problemas na iluminação e presença de usuários de drogas no local.
 
Quando questionada por uma artesã sobre a possibilidade de se ter mobiliário urbano na praça para atender aos artesãos, a secretaria Marial Alice explicou que a proposta de revitalizar a praça é para atender a todos. “A praça deve ser para todos e também para os artesãos. Se nós começarmos a construir uma série de quiosques ali, a praça deixa de ser uma praça para todos”, defendeu.

Colunistas

Suely Pedrosa - Social Tudo sobre a Região dos Lagos
Ricardo Sanchez - Esportes O espírito da 10 de Zico
Ademilton Ferreira - Política Os bastidores da política
Vilma Matos - Editorial Corrupção sem fim!