Câmbio eleva preços de produtos tradicionais do almoço de Páscoa

O maior aumento é no bacalhau

Por Redação JS em 24/03/2016 16h16

Por influência do câmbio, com o real desvalorizado em relação à moeda norte-americana, a Páscoa deste ano está 15,17% mais cara do que no ano passado. De acordo com pesquisa divulgada hoje (22) no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), a taxa supera a inflação acumulada nos últimos 12 meses até fevereiro deste ano, que atingiu 10,37%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da FGV.


O Ibre estima que itens importantes da Páscoa e que são importados como vinho, azeite e bacalhau, devem ficar no mímino 25% mais caro do que no ano passado. O vinho deve ficar cerca de 28% mais caro, o azeite, 25% e o bacalhau, 30%.


O economista do Ibre André Braz conta que mesmo os produtos nacionais devem ficar mais caro: "mesmo que (produtos nacionais) não sofram influência direta do câmbio, acabam subindo de preço, porque acompanham o preço dos concorrentes. Então, o consumidor acaba encontrando esses itens tradicionais da Páscoa muito mais caros”.


Itens de mesa mais populares, como hortaliças e legumes, também vão estar mais caros, segundo apuração do Ibre, devido à seca que o país enfrentou em 2015, além do pouco tempo para regularizar a oferta e demanda. Com isso, “vários itens básicos acabam ficando muito mais caros”, disse Braz. Destaque para batata, com alta de 15,61%, e couve (16,26%), que são itens usados no preparo do almoço de Páscoa.


Para André Braz, a solução para o consumidor é usar a criatividade. Dividir a despesa com as pessoas que vão participar do almoço é uma alternativa. “É uma forma de não pressionar o custo de vida de todo mundo. Cada um leva um ingrediente do almoço”. Outra sugestão é procurar marcas alternativas, que embora sejam de qualidade, têm nível de preço mais baixo, além de peixes que substituam o bacalhau. “Pode ser uma boa opção para compor o almoço de Páscoa com um nível de preço mais baixo”, comentou.


O economista do Ibre-FGV assegurou, entretanto, que mesmo optando por produtos populares, não dá para fugir do aumento. "As famílias vão ver preços bem diferentes da Páscoa do ano passado", disse.

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