Comunidade de Manguinhos recebe festival de funk

Organizado por alunos da Faetec, Batidão Cultural debate música, moda e comportamento

Por Maurício Pingo em 02/10/2015 15h10

O Centro de Referência da Juventude (CRJ) de Manguinhos, da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, recebeu, ontem, a abertura do Batidão Cultural, festival que discute o universo do funk carioca.

O evento foi idealizado e produzido por alunos do Curso Técnico de Eventos da Faetec Adolpho Bloch, em São Cristóvão, através de uma agência modelo, como projeto de conclusão e prática da educação profissional. O festival é gratuito e acontece até amanhã (3/10) nas instalações do CRJ e da Biblioteca de Manguinhos, a partir das 10h. 

Com o intuito de debater não somente a música, mas também a dança, gíria, moda e comportamento relativos ao funk, a ação reúne profissionais de diversas áreas do estilo musical e oferece ao público oficinas de mixagem, de charme, sobre a utilização do funk como ferramenta pedagógica, de passinho, além de bailes, shows, filmes e exposição de fotos sobre o tema.

Para o gerente de Cultura, Cidadania e Juventude da Secretaria de Cultura, Felipe Milhouse, a iniciativa contribui para a integração da comunidade com a cultura do funk.

- É uma forma interessante de dialogar com a sociedade, debatendo todos os aspectos do funk, que é uma manifestação cultural popular e legítima - disse Felipe. 

Já o professor do curso Técnico de Eventos da Faetec, Jorge Braga Júnior – que auxiliou na coordenação do Batidão Cultural – ressaltou a importância da ação.

- Os estudantes tiveram a oportunidade de colocar em prática tudo sobre produção de eventos que aprenderam na Faetec, desde os aspectos de produção executiva até o trabalho de divulgação. O  fato de ser realizado em Manguinhos também é um ponto positivo - afirmou o professor. 

A estudante da Faetec Adolpho Bloch, Paula Fernandes, de 17 anos, foi uma das participantes da oficina de mixagem ministrada pelo DJ Gustavo Bartholo, e elogiou a iniciativa dos colegas de escola.

- Adorei a ideia de realizar esse festival. Aprendi muita coisa na oficina, pois adoro música e dança, e nunca tinha parado para pensar na técnica de mixagem de sons. Deu pra perceber que é um trabalho complicado, que exige técnica e percepção - disse Paula.


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