Crise financeira atrasa formação de novos policiais militares

Com isso, a turma que deveria se formar em 7 de julho deste ano só concluirá o curso em 5 de maio de 2017.

Por Redação JS em 15/04/2016 07h53

O atraso na formação de 1.398 alunos do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) poderá causar impacto no planejamento da segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos que acontecerão a partir de agosto no Rio. A informação foi passada pelo diretor geral de ensino e instrução da PMERJ, coronel Marcio Vaz Lima, nesta quinta-feira (14/04), durante audiência pública da Comissão de Segurança e Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo o coronel, as empresas que fornecem alimentação para o CFAP estão sem receber há cinco meses, e a dívida já ultrapassa R$ 23 milhões. Isso fez com que a PM reduzisse o horário integral do curso para meio expediente. Com isso, a turma que deveria se formar em 7 de julho deste ano só concluirá o curso em 5 de maio de 2017.

Marcio Vaz Lima garantiu que estão sendo estudadas alternativas para garantir o policiamento durante os Jogos Olímpicos. Segundo o coronel, uma das possibilidades já levantada pelo comando da corporação é utilizar os recrutas que estão cursando o CFAP para atuar administrativamente nos batalhões. "Com isso poderemos liberar outros policiais para estarem nas ruas. Com certeza teremos policiamento", garantiu.

A presidente da comissão, deputada Martha Rocha (PDT), demonstrou preocupação com a informação. "Desde o primeiro momento a secretaria anunciou que esses policiais seriam utilizados na segurança dos jogos, hoje já estamos sabendo que não serão, porque no momento das Olimpíadas eles só terão concluído 50% do curso, ou seja, não teremos esses policiais formados plenamente. Acredito que a PM terá um plano substituto, mas não era esse o esperado", lamentou a parlamentar.

Estrutura física 

No início desse mês, a comissão visitou as instalações do CFAP e constatou muitos problemas estruturais. De acordo com o deputado Flávio Bolsonaro (PSC), um alojamento recém construído, que custou R$ 2,8 milhões, ainda não está em funcionamento por falta de equipamentos. "Desconfio do valor gasto com essa obra e quero ter acesso a todos os contratos para que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) faça uma análise", disse Bolsonaro.

O subsecretário de Gestão Estratégica da Secretaria de Estado de Segurança, Hélio Pacheco Leão, disse que a obra do alojamento foi feita através de licitação e deverá ser entregue até o início do próximo mês. "O valor está dentro do custo de mercado. Só falta resolver o problema do gerador de energia para podermos entregar esse espaço que terá capacidade para alojar 500 policiais", explicou o subsecretário.

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