Crise no futebol

Por Ricardo Sanchez em 05/04/2016 09h39

O mau momento do Flamengo expõe o sofrimento comum a maioria dos clubes brasileiros, sejam grandes ou menores, quando divididos entre o amadorismo e o profissionalismo.


O discurso de austeridade administrativa e a vontade política de enfrentar o sistema viciado esbarram num ponto essencial que movimenta todo o processo: a paixão. E quando a bola não entra, pouco importa a excelência do trabalho e dos trabalhadores. Quando a bola não entra, deixa-se de lado as bandeiras ideológicas e as decisões racionais. Quando a bola não entra, todos perdem.


Tem sido assim não apenas no Flamengo, mas também no São Paulo e no Palmeiras, só para não sairmos do eixo sudeste, embora no caso dos Rubro-Negros a situação seja mais alarmante pelo protagonismo político, por vezes assumido de forma desmedida.


As finanças aparentemente equilibradas, as grandes forças não absolvem o comando de um departamento de futebol onde a competência do executivo da pasta e o currículo de treinador do time dispensam comentários, se a bola não entra até o porteiro do CT é molestado.

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