Dr. André Granado: "Estou prefeito para trabalhar pela cidade que me acolheu"

Reeleito em Armação dos Búzios, Dr. André afirma que lutará com muito mais garra e criatividade para conseguir o melhor para a cidade

Por Redação JS em 07/10/2016 13h41

Dr. André Granado (PMDB) foi reeleito Prefeito de Armação dos Búzios com  6.772 votos. Portanto, o Portal JS e a Rádio Litoral FM convidaram o prefeito para falar sobre a sua experiência na política nesses últimos quatro anos, seus projetos para a cidade e sobre como saiu vitorioso nessas eleições. “O meu obrigado a toda população buziana. Obrigado a quem confiou o seu voto a mim. Aqueles que não confiaram vou fazer o possível para mostrar para vocês que nós estamos no caminho certo”, disse. Confira a entrevista completa:



 

 

JS: Como foi a batalha dessa eleição?

AG: Foi dura. Dolorosa. Mas venceu a verdade.

 

JS: O que muita gente pergunta, até pelo quadro que eleição apresentou, é como conseguiram vencer isso? A tática funcionou mais que a votação?

AG: Na realidade, todo mundo tem o direito de ser candidato e se colocar a disposição da população. Para darmos continuidade a um processo de mudança, de projeto de cidade, também nos colocamos a disposição e a maioria, em relação aos demais, decidiu pela continuidade do projeto. Isso para que a cidade não tenha interrupção, perda de tempo, a cidade não pode mais esperar. A cidade estava com um atraso muito grande, ainda temos muitas pessoas com problemas de pavimentação, drenagem e saneamento. Essa semana já tivemos uma reunião com a Prolagos, estamos visualizando, olhando para frente o novo momento com a empresa. Essa minha reeleição me deu muito mais carcaça. Foi uma recarga que a população de Búzios me deu para estar brigando ainda mais pela nossa cidade. A gente tem que levar qualidade de vida para todos os moradores de todos os bairros.

 

JS: Durante esse governo, o senhor disse que tinha feito 150 obras dentro do município de Armação dos Búzios. Ainda tem mais obras para serem executadas. O senhor acha que o número de votos teve haver com o reconhecimento dessas obras? Faltou alguma coisa? Até porque as pesquisa indicavam que o senhor teria mais votos.

AG: Nós tomamos medidas antipáticas, que são consideradas medidas apolíticas. Tivemos o problema do reajuste do IPTU. O problema da Marina que não é de responsabilidade do município, mas que acaba sendo responsabilizado e isso acabou sendo muito explorado pela oposição. Por isso, a Prolagos já vem mudando a estratégia de planejamento da ETE de São José, já corrigiu muito, mas ainda tem aquele lodo acumulado de 15 anos para trás que está indo para o Canal e será corrigido agora. Inclusive será corrigido com a implantação do maior empreendimento imobiliário do Rio de Janeiro, parece que hoje a Prolagos tem reunião no Rio de Janeiro com esses empresários e outros interessados. Problemas também de segurança, como, por exemplo, o tráfico de drogas na Praça Santos Dumont, que também é problema do Estado.  A Guarda Municipal tem se redobrado e se exposto, porque a sua finalidade não é para isso. Estamos fazendo reunião com autoridades para que vejamos uma forma de compensar essa deficiência de efetivo da polícia. Tiveram outros fatores também para que não tivéssemos um resultado ainda melhor. Mas tivemos muita vitória também.

 

JS: Todos os prefeitos terão que cobrar IPTU a partir de agora, porque quem fizer vista grossa vai dançar. As prefeituras precisam do dinheiro. Claro que quem tem uma mansão, não pode pagar o preço de quem não tem. Tem que pagar, mas tem que ser proporcional, né?

AG: Principalmente. E porque tem investimentos na cidade, uns tem contrapartida federal e tem verba municipal. E tem várias obras com recursos 100% municipal. O IPTU é para fazer um investimento no município todo. Quando investimentos numa creche, por exemplo, é um investimento para o funcionário do empresário, que vai trabalhar muito mais tranquilo. Precisamos rever esses conceitos ultrapassados, o retorno vem para o coletivo.

 

JS:  O que determinou a sua reeleição?

AG: Eu poderia ter 66% dos votos se tivesse mentindo. Só que eu não estou prefeito para seguir carreira política. Estou prefeito para trabalhar pela cidade que me acolheu. Esse é o meu projeto, porque eu tenho compromisso com o que falo, vou seguir vivendo na cidade e não quero deixar de olhar nos olhos das pessoas. Não vou chegar à rua e ter que ouvir alguém me chamando de mentiroso ou outro tipo de situação. Então, a gente trabalhou com a verdade o tempo todo. Falamos exatamente as modificações que fizemos na Saúde, Educação, Drenagem toda a estratégia que fizemos. Então, tivemos que reformar as infraestruturas que estavam em péssimo estado, fazer obras de drenagem e pavimentação. Pegamos escolas com forro caindo, infiltração, tivemos que reformar cinco escolas, onde o custo dava para construir outras. Passamos por muitas provas desde 2013, aquele alagamento lá em Cem Braças e região, uma situação triste que foi explorada lá politicamente. Tivemos seca, crise econômica, essa situação de falência do Estado do Rio de Janeiro. Então, a gente lutou muito, com muito sacrifício de toda a nossa equipe, eles se doaram mesmo para compensar e tentar minimizar todo esse cenário trágico que nos cercaram. Nós fizemos de tudo para tentar compensar na garra, criatividade, vontade, isso a nossa equipe tem e muito.

 

JS: A Saúde do seu município foi muito criticada pelos seus adversários na campanha. Mas pelo que a gente vê da Saúde de Cabo Frio, o Hospital Rodolpho Perissé atendeu e muito e vem atendendo os moradores  cabofrienses.

AG: Eles falavam muito, porque, talvez na concepção deles, com a formação que eles tem, devem entender de saúde pública de outra forma. E eles contribuíram muito para gerar mal estar com os pacientes. Gerar intrigas no Pronto Socorro, se aproveitando de sofrimentos. Ou seja, atitudes covardes e oportunistas, mas que não deram resultados. Eles queriam o poder pelo poder e não conseguiram. A nossa saúde pública, falo como médico, melhorou muito. Ainda temos dificuldades como demora de alguns exames, isso é fato, mas tentamos procurador corrigir.  Mas essa migração de pacientes de moradores de outros locais para Búzios dificulta e muito. Eu tenho dinheiro para atender 30 mil e não 100 mil pacientes. Chega no verão e eu tenho que atender 300 mil. Então, a nossa Saúde está sempre sobrecarregada. Toda a equipe tem se sacrificado muito para compensar isso, para não deixar o padrão cair.

 

JS: Já tem algum secretário?

AG: Eu não posso antecipar nada por conta de ter que conversar isso com o Henrique Gomes  (vice-prefeito) e  com toda a nossa equipe. Temos que respeitar todos os nossos parceiros, companheiros, que contribuíram para esse resultado. Nossa proposta para esses quatro anos é de que sejam muito mais produtivos dos que os quatro que passaram.

 

JS: Prefeito, o que continuará nos próximos quatro anos?

AG: Vamos aproveitar agora toda a estrutura que a gente construiu, toda experiência, vamos ter uma velocidade muito maior para estarmos realizando. Os projetos como “Café com o Prefeito”, já estou pretendendo recomeçar a partir de semana que vem. A gente quer autorização da justiça para continuidade a um projeto, onde as crianças vão conhecer como funcionam a prefeitura, porque o projeto foi interrompido por alguns políticos. Era tudo criança menor de 16 anos e não votavam, com autorização dos pais e acompanhadas dos diretos, para elas entenderam desde novas como funcionam tudo. Vou voltar a atender também os meus pacientes.

 

JS: Algumas pessoas falavam que gostavam do seu trabalho, mas não iam votar no senhor pelo seu jeito forte de se expressar. O que acontece com o jeito do doutor?

AG: Algumas pessoas ainda confundem eleição para voto com o amigo e voto para o administrador. O Dr. André ali é administrador e o administrador cobra. Eu estou cobrando para a cidade e inclusive para essa pessoa.  Algumas pessoas ainda preferem aqueles que dão tapinhas nas costas, sorrisos e depois não realizam aquilo que se comprometeram. A gente cobra, porque quer realizar tudo aquilo que nos comprometemos e a cidade precisa. Então, eu vejo que é uma função de muita responsabilidade. Uma parcela da comunidade confiou em mim para dar continuidade ao meu trabalho. Agora vamos ter o Henrique lá para me dar ajuda e outros parceiros, diferente dos últimos anos onde fiquei praticamente sozinho. Foi uma sobrecarga muito grande. Eu como ser humano, também cometo falhas, algumas vezes fui mais duro, mas foi para conseguir o melhorar a cidade.

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