Empresa de recrutamento seleciona 500 pessoas para trabalhar em cruzeiros

Quem sempre sonhou descobrir o que faria se vivesse seus dias a bordo tem, agora, boas chances para isso.

Por Redação JS em 25/07/2016 15h05

“Ah, se eu fosse marinheiro...”. A vida em alto-mar virou tema de música e não foi à toa. As surpresas e as especificidades da rotina encantam curiosos por todo o mundo. Quem sempre sonhou descobrir o que faria se vivesse seus dias a bordo tem, agora, boas chances para isso. A empresa de seleção e recrutamento Infinity Brasil abriu, para o segundo semestre do ano, 500 chances de trabalho em navios de cruzeiros. Um aviso de antemão, porém, é dado aos navegantes antes do embarque: a missão não é fácil.


— Temos chances para fotógrafos, cozinheiros, recepcionistas, recreadores infantis, técnicos de som e de luz, operadores de vídeo e vagas de entrada, que são nas áreas de limpeza e governança, e poucas nas áreas de cozinha e bar — explica o gerente da Infinity Brazil, Marcelo Del Bel.


As oportunidades têm pontos positivos, como o salário pago em dólar (de US$ 600 a US$ 1.900) e a chance de conhecer novos lugares. Mas há desafios, além das longas jornadas de trabalho — que chegam a 11 horas por dia — e do confinamento, a distância dos entes queridos pesa.


— Analisamos o perfil psicológico da pessoa para saber se ela está apta — explica José Oscar Padilha, de 33 anos, que foi garçom em navios, e, atualmente, ajuda a escolher tripulantes junto à Infinity.


Ele ainda pondera:


— Hoje, as pessoas ao menos contam com a internet para falar com a família. Na minha época, era complicado.


Saiba mais


Inscrição - O cadastro é feito pelo site www.infinitybrazil.com.br.


Entrevistas - As entrevistas do processo seletivo serão feitas via Skype. Após a aprovação, as companhias assinarão contratos de seis a oito meses com os selecionados.


Depoimento - “Foi uma experiencia única. Tive crescimentos pessoal e profissional muito grandes, pois não há ninguém para arrumar sua cabine, deixar seu uniforme pronto. E tem os contatos com pessoas de várias nacionalidades, entre colegas de trabalho e viajantes”, diz José Padilha.


Não é festa - A psicóloga Monica Portella, coordenadora do Instituto Internacional de Psicologia Positiva, afirma que, antes de decidir concorrer às vagas, as pessoas devem ter em mente que trabalhar num navio não é festa. “É trabalho. E não é como qualquer outro. É um ambiente de confinamento. Ou seja, sua casa fica no seu trabalho, e o ritmo é muito pesado”, afirma.


Perfil - “É preciso ser uma pessoa extrovertida, capaz de ficar num ambiente restrito e dividir espaço com outras pessoas. Muitas vezes, os funcionários têm que dividir cabines. E é preciso saber lidar com um alto nível de estresse”, explica a psicóloga.


Para relaxar - “O interessante é que, nas horas de folga, a pessoa realmente consiga relaxar”, diz. Além disso, ela recomenda boas noites de sono, boa alimentação e que brigas no trabalho sejam evitadas.


Choques - Os motivos para divergências vão surgir, mas é importante manter a calma. “Vão existir choques culturais, desde hábitos de higiene e alimentação até costumes religiosos”, diz Monica.


Lembre do prazo - Lembrar o prazo do contrato ajuda a segurar a barra quando a situação parecer insustentável.




Fonte: Jornal Extra

 

Colunistas

Suely Pedrosa - Social Tudo sobre a Região dos Lagos
Ricardo Sanchez - Esportes O espírito da 10 de Zico
Ademilton Ferreira - Política Os bastidores da política
Vilma Matos - Editorial Outubro Rosa