Ex-prefeito de Araruama se diz pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro

“O que está falido é a competência dos gestores públicos que administraram o Estado nos últimos 20 anos”, disse Chiquinho da Educação

Por Redação JS em 29/09/2017 17h09
Em entrevista exclusiva ao Jornal de Sábado, na tarde desta sexta-feira, dia 29, o ex-prefeito de Araruama, Chiquinho da Educação, afirma que tem interesse em ser candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. Conversando com dois partidos, ele foca em lutar pela segurança pública e economia do Estado. 


JS – Essa semana surgiu que o senhor vem pré-candidato ao Governo do Estado. O senhor já tem partido?

CE – Eu sou filiado ao PDT, portando, essa é uma discussão que estamos realizando com o partido. Estamos em uma conversa avançada com o Partido Avante, antigo PTB. Eu desejo, coloco o nome, os partidos sabem do meu objetivo e queremos entrar nesta discussão para uma vaga no Governo do Estado do Rio de Janeiro. Então, ou no PDT ou no Avante, a gente vai apresentar e discutir com a sociedade um projeto alternativo para o estado.

JS – O Estado está falido, é o que todo mundo fala. Não seria muita coragem pegar um Estado do jeito que está hoje? É diferente de um município ou não?

CE – Não, um Estado é muito mais fácil. A gestão pública é a coisa mais simples do mundo. Eu costumo dizer que é mais fácil que administrar uma padaria. Porque, quando você monta uma padaria, a primeira dificuldade que você tem é que já contraiu dívida, ou seja, comprou o trigo, o sal, a margarina, os equipamentos. Enfim, você contrai dívida. No Estado, não. Lá você já sabe todo mês de abril o que terá para o ano que vem de orçamento para gastar. Ai é só definir regras e prioridades. Porque eu não consigo achar e entender que o Estado do Rio de Janeiro que produz mais de 80% do petróleo brasileiro é chamado de falido. Falido está a gestão pública estadual, as lideranças, essas são as discussões que tem que se colocar. Se pensar com frieza, é o Estado mais rico que tem. É o Estado que tem o principal produto, que é o petróleo. Qualquer país entra em guerra por causa do petróleo. E nós temos todo esse petróleo e chamamos um Estado desse de falido. É brincadeira! O que está falido é a competência dos gestores públicos que administraram o Estado nos últimos 20 anos. Essa que é a grande realidade. Agora, administrar um município é muito mais difícil, o prefeito é que tem que tomar conta da iluminação pública, limpeza urbana, pintar meio fio. O Estado tem é que cuidar de segurança pública, economia, então, é muito mais simples, tem menos atribuições. Então, vamos alçar essas discussões com partidos que desejarem levantar o Estado do Rio de Janeiro, tudo tem suas dificuldades, mas eu vejo com muita facilidade pelas riquezas que temos. Uma gestão pública com responsabilidade, uma equipe competente, acabar com essa coisa de politicagem, amiguinho, acordos políticos, é isso que tem que acabar. 

JS – A questão da segurança que hoje todo mundo fala, levanta e a sociedade sofre. Qual a opinião do senhor? 

CE – Nos últimos anos, você está vendo a mesma receita: subir o morro, mandar matar. Criou-se a UPP, mas não é isso que o morro precisa. O morro precisa de oportunidade. Ai eu pergunto: “quantas creches foram construídas para as crianças de lá?”. Costumo dizer que a criança entre 3 e 6 anos está no melhor momento da vida dela, haja vista, que quando fui prefeito, foi a faixa etária que mais investimos. Criamos várias creches, a Casa Creche, porque nessa idade é quando as conexões cerebrais estão se formatando. Visto que o seu cérebro se definiu aos 7 anos de idade. E nessa faixa, a criança está no morro e não tem creche, então ele está olhando bandido limpar arma, andando com fuzil na rua, enrolando maconha, refinando a cocaína, então esse cara passa a ser a referência dessas crianças. Enquanto o pai trabalhador está indo trabalhar, a criança fica na rua criando esses caras como ídolos. Tem que se ter uma política de enfretamento, porque bandido bom é bandido morto mesmo. Agora não podemos deixar que essa fábrica de criminosos se estenda. Não tem que subir o morro com arma, mas com lápis, caderno, livro e não bater na porta com cabo do revolver e sim com oportunidade para nossas crianças e nossos jovens. 

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