Ex-prefeito de Saquarema é conduzido a delegacia para depor

Lotes para pessoas carentes foram distribuídos a funcionários do prefeito. Mandado da Justiça era contra Antônio Perez e outras sete pessoas.

Por Redação JS* em 06/05/2016 07h29

O ex-prefeito de Saquarema, Antônio Peres, foi conduzido coercitivamente pela polícia, nesta quinta-feira (5), à delegacia da cidade da Região dos Lagos do Rio de Janeiro para prestar depoimento. Perez é suspeito de distribuir terrenos que deveriam ser doados a famílias carentes para os seus chamados "afilhados da sorte".


Além de Perez, a decisão da 2ª Vara de Justiça de Saquarema, da última terça-feira (3), também determinou que fossem conduzidos Ana Amélia Alves Quintanilha, Jonselei Bernardo Vignoli, Paulo Luiz Barroso Oliveira, Valmir Correia Fonseca, Lívia Machado Cabral, Paula Oliveira Fonseca e Tatiane Oliveira Fonseca.


Segundo informou o delegado Leonardo Macharet, titular da 124ª DP (Saquarema), nesta quinta-feira agentes da unidade cumpriram a primeira fase da operação "Afilhados da Sorte" e, durante a manhã, foram realizadas buscas em diversos endereços da região de Saquarema, inclusive na residência do ex-prefeito, onde documentos foram apreendidos.


Além de Perez, também foram ouvidas na delegacia quatro testemunhas. De acordo com o delegado, a operação é resultado de cinco meses de uma investigação que apura crimes que envolvem o ex-prefeito. Foi apurado pela polícia que os terrenos do patrimônio público foram doados para pessoas ligadas ao ex-prefeito, inclusive durente campanha eleitoral.


Os crimes teriam ocorrido durante a gestão municipal entre 2000 e 2008. Nos lotes desapropriados em Saquarema, deveriam ter ido morar pessoas de baixa renda, mas, na verdade, os terrenos foram entregues a parentes, amigos e colaboradores do ex-prefeito. Secretários municipais também foram favorecidos por Perez, segundo denúncia do MP à época.


Por meio de nota a Prefeitura de Saquarema disse que está colaborando com as investigações.


"A Prefeitura Municipal de Saquarema esclarece que a busca e apreensão realizada em sua sede por agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, teve como objetivo a apreensão de processos administrativos e documentos relacionados a concessões do direito real de uso de terrenos do patrimônio municipal a particulares, outorgados durante as gestões de 2001 a 2008. A atual administração informa que está colaborando com a investigação policial", diz a nota.







*Matéria G1.com

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