Ex-secretário de Arraial do Cabo se entrega a polícia

Marcelo Adriano estava foragido desde dezembro. Ele é acusado de fazer parte do esquema de lavagem de dinheiro do tráfico

Por Redação JS em 07/10/2016 11h40
Marcelo Adriano Santos de Oliveira, ex-secretário de Ordem Pública de Arraial do Cabo, se entregou a polícia na última quinta-feira, dia 06. Marcelo já foi policial militar e se apresentou no Batalhão Prisional da Polícia Militar, no Rio de Janeiro.

O ex-policial estava foragido desde dezembro de 2015, que foi quando a Polícia Federal fez a ‘Operação Dominação’ e prendeu 11 pessoas em Arraial do Cabo. Ele é acusado de lavagem de dinheiro do tráfico e peculato. Marcelo Adriano também é acusado de liberar ilegalmente veículos apreendidos por sua secretaria.

Operação Dominação
21 pessoas estão presas  e são acusados de envolvimento com o traficante Carlos Eduardo Rocha Freire Barbosa, conhecido como "Cadu Playboy". Eles respondem por crimes como tráfico de drogas, organização criminosa, receptação, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas de fogo, entre outros. Dentre os presos está “Chico da Ecatur”, pai de Cadu, que na época era presidente da Empresa Cabista de Desenvolvimento Urbano e Turismo (Ecatur), autarquia responsável pelo serviço de limpeza pública em Arraial do Cabo. De acordo com a denúncia, Chico participou do esquema de lavagem de dinheiro emprestando seu nome para ocultar a origem criminosa do patrimônio obtido pela organização. De acordo com a denúncia, o bando atuava no comércio de drogas em pontos de venda implantados e mantidos em localidades da Região dos Lagos. Playboy também adquiria e recebia de fornecedores e associados armas de fogo e munições de diversos calibres, distribuídos ao resto da quadrilha. Ainda segundo a denúncia, a quadrilha também praticou crimes eleitorais no primeiro turno das eleições de outubro de 2014. Cadu Playboy arregimentou moradores da Região dos Lagos para a compra de votos e boca de urna em favor de candidatos a deputado estadual e federal. O grupo chegou a praticar atos de violência para afastar cabos eleitorais adversários. O objetivo era lançar a candidatura de pessoas ligadas à quadrilha nas eleições de 2016.
A Operação Dominação também cumpriu mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de valores de todos os denunciados.

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