Exclusivo: Índio da Costa afirma que vai encarar o desafio de governar o Estado do Rio de Janeiro

Em Cabo Frio, o deputado conta sua trajetória política, o processo de aprovação da Lei da Ficha Limpa e seus projetos para o estado

Por Redação JS em 22/12/2017 11h24
O Bom Dia Litoral, da Rádio Litoral FM, desta sexta-feira, dia 22, entrevistou o deputado federal Índio da Costa, em Cabo Frio. Na ocasião, também estiveram presentes jornalistas do Jornal de Sábado, Portal RC24H e de diversas mídias para debater a política da nossa região e país. 


JS – O país e o nosso Estado do Rio de Janeiro hoje está vivendo um momento muito difícil. O senhor quer ser candidato a governo do estado, mas com está atual situação tem jeito?

IC – Sim, claro que tem jeito. O que acontece é que o estado foi tomado por um grupo de pessoas com metodologias equivocadas, a gente está vendo as consequências disso. Eu já disputei a vice-presidência da república, na chapa do Serra, mas aqui no Rio de Janeiro eu nunca consegui ser candidatado a prefeito ou governador com a estrutura que as pessoas todas tinham e agora está claro o porque. Um negócio com números que ninguém poderia imaginar, com dinheiro da Saúde, Educação, um absurdo. Mas, enfim, o fato é que nesse processo agora de depuração, ou seja, com a Lava Jato se teve muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, como, por exemplo, a queda do barril do petróleo, corrupção também dentro da Petrobras. Nesse momento de depuração, as pessoas do bem tem que se juntar. Eu faço política há muito tempo, quase 26 anos, e, nesse período, uma lei que eu ajudei muito a aprovar, foi a Lei da Ficha Limpa. Nós com ela já inviabilizamos a candidatura de quase 30 mil pessoas. O Ficha Limpa não cassa o mandato de ninguém, ele não deixa você ser candidato, você fica inelegível, mas se tem um mandato, você fica até o final. 


JS – O Ministro Gilmar Mendes fez um comentário sobre os autores da Lei da Ficha Limpa, falando que foi criada por bêbados. Como o senhor recebeu isso?

IC – Com muita tranquilidade. Eu não estava bêbado, bebo muito pouco. E nem o Congresso Nacional estava embriagado na hora de aprovar.


JS – O senhor disse que é um candidato que “não tem padrinho e nem dono”, tem alguma relação com Crivella essa sua colocação?

IC – Tem relação com o momento político brasileiro. Quando eu fui disputar a Prefeitura do Rio tinha a história dos candidatos que eram todos apadrinhados e a minha conexão, se não fosse eu relator da Lei da Ficha Limpa, sempre foi direta com o eleitor. Digamos que sempre foi uma relação sincera com as pessoas que participaram do processo eleitoral comigo. O Crivella diz que vai me apoiar na candidatura de governador, vejo com muito bons olhos o apoio dele. Mas é diferente de você entrar num projeto como este por conta de um padrinho ou uma causa. Eu quero ser Governador do Estado, tenho 26 anos de vida pública, fui durante cinco anos Secretário de Administração da Prefeitura do Rio, diminui demais os gastos públicos, eu sei fazer. Eu peguei as melhores cabeças que você puder imaginar, que já estão há um ano estudando comigo como fazer e aonde fazer, pois, hoje em dia, a figura do estado extorque da sociedade brasileira uma fortuna de imposto e não devolve o serviço, o dinheiro fica dentro da corporação. O Governo do Estado do Rio fica tão exacerbado nisso que não consegue pagar as próprias contas do funcionamento do estado. 


JS – Não te assusta assumir um governo está um “balaio de gato”?

IC – Me dá um tesão enorme. Minha vida é um eterno descascar abacaxi. Minha vida sempre foi feita em cima de desafios. Aprovar a Lei da Ficha Limpa, as pessoas apostavam comigo que era impossível, e foi aprovada.


JS – Gostaríamos de saber como o senhor vai convencer o eleitorado neste momento?

IC – Acho que com a história de cada um. Fui vereador três vezes, deputado federal duas vezes, fui candidato a vice-presidência da república. Deixei um mandato que era tranquilo de reeleição como deputado federal, depois de ser relator da lei, ia triplicar minha votação, e acabei abrindo mão para ser candidato na chapa do Serra. Eu fui candidato para lutar aquilo que estava no poder na época e eu acreditava que poderia ser diferente. Eu faço por paixão, não vivo da política. Eu mostro o projeto econômico, de renda, que tenho no estado. Transformar o Estado do Rio de Janeiro em um local de oportunidade para fazer, como, primeiro de tudo, com a segurança. Depois oportunidade e renda para as pessoas.


JS – O senhor pretende continuar com as UPPs? Qual o seu projeto em relação a essa área?

IC – Retomar território, desarmar os bandidos, cortar rentabilidade do crime, agora tudo isso tem uma metodologia. Tem que redesenhar o funcionamento da Polícia Civil e Militar, qualificá-los e equipá-los, transformar a capacidade de produção e trabalho de um policial, a tecnológica permite isso. Trabalhar com mais inteligência do que com força. 





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