Futebol pobre

Por Ricardo Sanchez em 20/03/2016 15h31

Com apenas quatro clubes a medir forças com os grandes do Rio fica mais fácil enxergar a pobreza do futebol carioca.


Não há entre os menores um só que ofereça competitividade ou conceito tático interessante. E não falo de orçamento ou de qualidade técnica. Observo a mentalidade tacanha, a falta de ambição e o vazio artístico, que levam a campo.


Bangu, Boa Vista, Madureira e Volta Redonda, jogam para a derrota - ainda que o oponente tenha não mais do que tradição. Poderia citar campanhas memoráveis do América, Bangu, Madureira e Olaria, sobretudo até os anos 80, mas basta ver o padrão das equipes de menor expressão do futebol Paulista para entender a crítica.


No Flamengo, Muricy Ramalho administra o aproveitamento do elenco Rubro-Negro, de forma a construir lastro para a disputa de três competições: Estadual, Copa do Brasil e Primeira Liga. Tem cinco meses para montar o time e obter resultados, mesmo sem tempo para treinar, mesmo sem um porto fixo para ancorar e mesmo com a pressão que sofre qualquer técnico do Flamengo.


A suada vitória no sábado e a derrota vergonhosa para o Confiança mostrou como é difícil a missão de Muricy.

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