Gaeco apreende arma, dinheiro e computadores em casa de sócio da Boi Bom

O Sócio da Boi Bom, maior frigorífico da Região dos Lagos, foi detido em casa.

Por Redação JS em 19/04/2016 14h53

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) realizou na manhã desta terça-feira (19) uma operação contra uma quadrilha envolvida em cobrança de propina a comerciantes da Região dos Lagos.


O Sócio da Boi Bom, maior frigorífico da Região dos Lagos, foi detido em casa. O objetivo da operação era cumprir seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Três Rios.


De acordo com o MP, o empresário foi detido por porte ilegal de arma. A assessoria de imprensa da empresa envolvida nega, afirmando que a arma é registrada. Ainda conforme informou a assessoria, ele foi ouvido e liberado.



Na casa do empresário foi encontrada uma grande quantidade de dinheiro que está sendo contabilizada pela equipe do Gaeco, segundo o MP. Também houve apreensão de equipamentos e computadores no local. A assessoria de imprensa da empresa envolvida afirmou que não vai comentar as denúncias contra o empresário.


Ao todo, cinco pessoas são acusadas de fazer parte de uma quadrilha envolvida em associação criminosa e lavagem de dinheiro. A ação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI). As pessoas são: o ex-chefe da Inspetoria da Receita estadual de Cabo Frio César Enéas Marzano; o auditor fiscal aposentado José Michel Farah; o empresário Hugo Cecílio de Carvalho, sócio do Frigorífico Boi Bom; e os funcionários do frigorífico Rogério Lourenço da Silva e Jeane Moreira da Silva.


Segundo a investigação do Gaeco, uma planilha aponta 66 registros de propinas extorquidas de comerciantes do município de Cabo Frio. De acordo com as anotações, entre 2005 e 2009 foram recolhidos valores que somam R$ 738.130,87 em cheques.


Ainda de acordo com a investigação, os cheques extorquidos dos comerciantes eram trocados em um Frigorífico da cidade, que fazia a lavagem do dinheiro. Em troca, ficava com uma comissão entre 4% e 6% do valor dos cheques arrecadados pelos fiscais.

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