Governadores se reúnem com Pezão e Dornelles para discutir a renegociação de dívidas

Por em 11/05/2016 10h48
Os governadores Geraldo Alckmin (SP), Fernando Pimentel (MG) e Raimundo Colombo (SC) se reuniram, na tarde desta terça-feira, dia 10, com o governador Luiz Fernando Pezão, licenciado até 30 de julho para tratar um câncer.  
O governador em exercício Francisco Dornelles também participou do encontro, realizado no apartamento de Pezão, no Leblon. Antes do encontro, Alckmin, Pimentel e Colombo almoçaram com Dornelles, no Palácio Guanabara.  Os chefes dos Executivos conversaram sobre possíveis estratégias de renegociação das dívidas dos Estados com a União, tema que está sendo tratado no Supremo Tribunal Federal (STF), além da reforma da Previdência.  
 
“A solução para a crise dos estados passa obrigatoriamente por esses dois temas. Nenhum estado tem hoje mais condição de pagar os juros cobrados pela União. A renegociação é fundamental e todos os governadores estão empenhados nessa mudança. Assim como o Brasil precisa discutir urgentemente a reforma previdenciária. No Rio, por exemplo, o déficit da previdência é mais da metade do rombo do estado, totalizando R$ 12 bilhões”, afirmou Pezão.  
 
Dornelles defende atraso do pagamento dos juros da dívida por dois anos.
 
“É um caminho que pode se discutido. Todos os estados estão com um fluxo de caixa muito violento, praticamente as receitas caíram, e as despesas indexadas subiram, de modo que você tem um descontrole financeiro a curto prazo e as despesas e juros são todas muito altas. Precisávamos de uma moratória de dois anos de juros para renegociar essa dívida com a União”, sugeriu Dornelles.
 
Já o governador Geraldo Alckmin afirmou que a discussão depende da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado.  
 
“Vamos esperar essa transição para tratar da negociação da dívida. Temos que aguardar”, declarou o governador de São Paulo.
 
Raimundo Colombo destacou que os governadores caminham para uma pauta única.
 
“Nosso desejo é buscar um ponto de equilíbrio que permita aos estados providenciar os serviços públicos essenciais e vencer essa crise que está afetando todo mundo”, assinalou o governador de Santa Catarina. 

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