Governo cria seguro popular de carro que custará até 30% menos

O segurado também poderá optar, em caso de danos parciais, entre a utilização de oficinas de sua livre escolha ou de oficinas pertencentes à rede referenciada da seguradora,

Por O Dia em 02/04/2016 18h15

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou ontem a regulamentação aprovada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que cria o Seguro Auto Popular, voltado para veículos com mais de cinco anos de uso, que terá custo inferior porque usará peças para reposição recondicionadas ou seminovas.


O novo seguro, que poderá custar até 30% mais barato, segundo especialistas do setor, foi viabilizado com a Lei 12.977, de maio de 2014, que regulamentou os desmontes de veículos em todo o país. A cobertura mínima do novo seguro deverá compreender a garantia de indenização por danos causados ao veículo por colisão, sendo vedada a oferta de cobertura que preveja apenas a indenização integral por colisão.


O segurado também poderá optar, em caso de danos parciais, entre a utilização de oficinas de sua livre escolha ou de oficinas pertencentes à rede referenciada da seguradora, informou a Superintendência de Seguros. 


Apesar de ter como principal clientela os carros fabricados há mais de cinco anos, o seguro não será restrito a essa parcela da frota nacional. Segundo a Susep, qualquer segurado poderá optar pelo novo produto, desde que seja avisado de que os reparos serão feitos com peças usadas ou seminovas. O normativo também prevê que essas peças não poderão ser usadas quando envolver a segurança dos passageiros, como o sistema de freios, a suspensão e os cintos de segurança.


Segundo a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), a implementação da regulamentação do seguro popular representa a possibilidade de suprir um mercado potencial de cerca de 20 milhões de veículos (carros, motocicletas, ônibus e caminhões), com idades entre cinco e 20 anos de uso, que circulam pelo país sem qualquer tipo de cobertura. 


A medida foi comemorada pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor), que prevê mais segurança viária com o seguro de veículos usados nas estradas.

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