Governo prepara estratégia para exonerar servidores ou cortar salários

Os cortes serão em vagas e/ou em salários. Não necessariamente nesta ordem.

Por Redação JS em 11/05/2016 15h47

A Secretaria do Tesouro Nacional publica, na semana que vem, o novo ranking dos estados que mais gastam com pessoal, em relação ao que arrecadam.


O Rio, que sempre teve um dos melhores índices, vai pular para um dos piores do país.


É que, pela primeira vez, os benefícios dos aposentados e pensionistas serão considerados despesas com pessoal, pagos pelo Tesouro Estadual.

Quando criado, em 99, o Rio Previdência foi instituído como um quadro à parte, com custos cobertos pela participação especial e pelos royalties do petróleo.


Buraco


Há quem aposte que vai ficar claro que o estado gasta 70% da receita com pessoal, embora a Lei de Responsabilidade Fiscal só permita o uso de até 60%. Outros juram que o número bate 90%.


O governo vai cortar na carne — ou melhor, no quadro de servidores, começando pelos comissionados, passando pelos não concursados e chegando até mesmo aos concursados.


Os cortes serão em vagas e/ou em salários. Não necessariamente nesta ordem.


Mal necessário


É consenso, no estado, que o Rio precisava, mesmo, extrapolar o limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.


É que só assim a Constituição (artigo 169) permite que o governo faça cortes profundos em sua estrutura de pessoal.


Fundo do poço


Para quem achava que as contas do estado já haviam chegado à cota zero, a lista da Secretaria do Tesouro Nacional prova que estamos alguns metros abaixo dela.


O Rio já estava afundado financeiramente. Agora atingirá, também, o fundo do poço contábil.










*Matéria: Berenice Seara/Extra

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