Greve dos bancários tem adesão de 100% na Região dos Lagos

Segundo sindicato, apenas casos essenciais serão atendidos. Paralisação é nacional; categoria reivindica reajuste, entre outros benefícios.

Por G1.com em 06/09/2016 10h34

A greve dos bancários, que teve início nesta terça-feira (6) em todo o Brasil, tem 100% de adesão nas 58 agências da Região dos Lagos, segundo o sindicato que representa a categoria. O fechamento dos bancos é por tempo indeterminado. Nas cidades da região, somente os casos essenciais serão atendidos pelos funcionários, como desbloqueio de cartões para idosos. O efetivo nas agências será de no máximo 30%.

A paralisação faz parte da campanha de reajuste salarial nacional. Os trabalhadores exigem a reposição da inflação mais 5% de aumento real.

 

O sindicato representa os municípios de Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Rio das Ostras, Araruama, Iguaba Grande, Saquarema, Arraial do Cabo, Armação dos Búzios e Rio Bonito. De acordo com o sindicato, a média será de cinco funcionários atuando em cada agência.


"Poucos funcionários estarão atuando para atender casos específicos, como os idosos. As pessoas que precisam desbloquear cartões, por exemplo, poderão entrar na agência, realizar o desbloqueio e sair para sacar no caixa eletrônico", disse uma das representantes do sindicato dos bancários da Região dos Lagos, Miriam Lopes.


Paralisação nacional
A greve foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (1º) quando a categoria rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil.

 

Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.


A orientação do Procon-PR é para que os consumidores busquem meios alternativos, como casas lotéricas e correspondentes bancários, como farmácias e supermercados, caixas eletrônicos, internet e aplicativos de celular, e até mesmo o próprio fornecedor para efetuar os pagamentos e evitar o acréscimo de juros e multas nas contas.


Última greve durou 20 dias
A última paralisação dos bancários ocorreu em outubro do ano passado e teve duração de 21 dias, com agências de bancos públicos e privados fechadas em 24 estados e do Distrito Federal. Na ocasião, a Fenaban propôs reajuste de 10%, em resposta à reivindicação de 16% da categoria.

Conheça as principais reivindicações dos bancários
- Reajuste salarial: reposição da inflação (9,7%) mais 5% de aumento real;
- PLR: 3 salários mais R$ 8.317,90;
- Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último);
- Vale alimentação;
- Vale refeição;
- 13ª cesta e auxílio-creche/babá;
- Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários;
- Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas;
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;
-Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;
- Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários;
- Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Colunistas

Suely Pedrosa - Social Tudo sobre a Região dos Lagos
Ricardo Sanchez - Esportes O espírito da 10 de Zico
Ademilton Ferreira - Política Os bastidores da política
Vilma Matos - Editorial Violência desenfreada