Greve termina e ônibus voltam a circular em Macaé

Motoristas e cobradores chegaram a um acordo com o SIT. Sindicato reclama de pressão; Justiça determinou retorno de parte da frota.

Por G1.com em 19/10/2016 11h47

Após reunião realizada na noite desta terça-feira (18) com representantes do Sistema Integrado de Transportes (SIT), motoristas e cobradores de ônibus de Macaé deram fim à greve da categoria, que teve início na segunda-feira (17). Na manhã desta quarta-feira (19), os coletivos voltaram a circular normalmente depois de dois dias, segundo informações do sindicato da categoria.


De acordo com o presidente do sindicato, Aluisio Viana, a categoria conseguiu aumento em benefícios para o mês de outubro e aumento salarial em dois períodos de 2017.


"Ficou acordado que nosso ticket alimentação vai de R$ 100 para R$ 150. Conseguimos também aumento de 5,5% do salário para janeiro de 2017 e 4,5% para junho, entre outros benefícios", disse.


Apesar do acordo para o fim da greve, no entanto, o presidente do sindicato, Aluisio Viana, afirmou que a luta da categoria ainda não terminou.


"Sofremos pressões de diversas partes para retornarmos. Então, optamos por negociar. Ficamos satisfeitos por termos dado um primeiro passo, termos melhorado um pouco a situação. Mas saímos chateados por toda a pressão realizada enquanto buscávamos nossos direitos", afirmou.


Greve termina após decisão da Justiça
A Justiça do Trabalho determinou na tarde desta terça-feira que 70% da frota de ônibus de Macaé voltasse a funcionar. Segundo informações da Sistema Integrado de Transportes (SIT), cerca de 100 mil pessoas dependem do transporte público na cidade e, com a greve, apenas 30% da frota estava circulando e prejudicando todos os passageiros que necessitam do transporte público.

 

A desembargadora Edith Maria Correa Tourinho determinou que fosse mantida 70% da frota entre 5h da manhã e 20h e 40% de 20h da noite às 5h da amanhã. Caso o pedido não fosse acatado, o sindicato podia pagar multa de R$ 10 mil por dia. Decisão que fez o sindicato repensar a greve e negociar.

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