Idoso morre com suspeita de Guillain-Barré em Cabo Frio

Família reclama de negligência do Hospital Central de Emergência (HCE)

Por Redação JS em 18/05/2016 15h06
O senhor Luiz Alves, de 69 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (18) com suspeita de Guillain-Barré. Luiz era morador de Unamar, segundo distrito de Cabo Frio, e estava internado no HCE, no Bairro São Cristóvão.  

Informações dão conta de que Sr. Luiz veio a falecer decorrente das complicações causadas pela Guillain-Barré, o homem possuía todos os sintomas da doença. Sua filha, em relato no facebook, 4 dias antes do acontecido, reclamou da negligência no hospital, já que seu pai não conseguiu ser transferido: "Ele (meu pai) pode vir a morrer por negligência desse hospital.. Não conseguem uma transferência para ele... Meu pai já tem mais de 65 anos e pode morrer. [...] Isso não pode continuar, é uma falta de respeito".


Luiz Alves era muito querido pela comunidade evangélica e o povo de Unamar. O senhor deixa duas filhas e uma grande família.

Guilain-Barré

Especialistas veem uma “forte evidência” de que o aumento de casos da síndrome de Guillain-Barré em algumas regiões tem relação com a chegada do zika vírus,  transmitidos por mosquitos Aedes aegypti, ao Brasil. Porém, até hoje o Ministério da Saúde não confirmou. A síndrome de Guillain-Barré é uma doença do sistema nervoso de caráter autoimune, ou seja, ocorre quando as defesas do organismo são mais intensas do que o necessário e passam a atacar partes do corpo. Pode afetar pessoas de qualquer idade, especialmente adultos mais velhos, e o risco de morte associado à doença é inferior a 10%.



Prefeitura

Até o momento, a Prefeitura Municipal de Cabo Frio não emitiu nenhum comunicado sobre o falecimento. Coincidência ou não, eles divulgaram que a prefeitura reforçou o combate ao mosquito transmissor da Dengue.  

De janeiro até agora foram registrados pela Vigilância em Saúde de Cabo Frio 760 casos de Dengue, 96 de Chikungunya e 237 de Zika. Para o sanitarista Beto Nogueira, da Vigilância em Saúde, os números preocupam e a população tem que ajudar a combater o mosquito.

“Não temos como comparar os números de Zika e Chikungunya porque antes de 2016 essas doenças não eram notificadas. Em relação à Dengue o número está acima da média anual e fora das datas de padrão de ocorrência. Se a população não ajudar, fazendo a sua parte, esses números podem crescer. A prevenção é a única arma contra essas doenças”, explicou o sanitarista.

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