Jornalista será indiciada por caluniar e extorquir assessor Feliciano

De acordo com o delegado Patrícia mentiu ao acusar Telma de sequestro

Por Thais Pinheiro em 14/08/2016 11h31
A jornalista Patrícia Lélis, de 22 anos, será indiciada pela polícia civil de São Paulo por denunciação caluniosa e extorsão, de acordo com o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial (DP), Santa Ifigênia.
A investigação, que agora tem como alvo Patrícia, começaram após ela acusar Telma Baeur de tê-la mantido em carcere privado e á ameaçado. Telma é assessor parlamentar do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP). Segundo Patrícia, a ação ocorreu após ela ter divulgado um vídeo onde fala da suposta tentativa de estupro que sofreu nas mãos de Marco Feliciano. 
Patrícia registrou na sexta-feira (5) um boletim de ocorrência acusando o assessor do parlamentar de sequestro e ameaça. Baeur chegou a ser preso, mas foi liberado após negar denúncias.
De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, além da suspeita de denunciação caluniosa e extorsão, Patrícia é investigada por ameaça depois de aparecer numa gravação, obtida pela polícia, ordenando que Bauer matasse um amigo dela. O assessor, que é chefe de gabinete de Feliciano, também é policial civil aposentado, e se recusou a obedecer Patrícia.
De acordo com o delegado Hellmaister, Patrícia mentiu ao acusar Bauer de tê-la sequestrado e mantido em cárcere num hotel em São Paulo, no fim de julho e início de agosto, sob a ameaça de uma arma para gravar um vídeo em que desmente as acusações de assédio sexual contra Feliciano.
Além de depoimentos, gravações do hotel obtidas pela polícia também levaram a investigação a não acreditar na versão da jornalista de que foi sequestrada. O primeiro vídeo, registrado no fim da tarde de 30 de julho, mostra Bauer, e a Patrícia no lobby do hotel. Eles se abraçam na recepção. Nas outras imagens, feitas em 4 de agosto, a jovem aparece abraçada a um amigo no sofá na área comum do estabelecimento. Ao lado deles está o assessor de Feliciano falando ao celular.
“Como alguém que diz ter sido sequestrada aparece em momentos de descontração com seu suposto sequestrador no mesmo hotel?”, indagou o delegado, que disse estar convicto de que Patrícia mentiu. “Se ela estava mesmo sendo sequestrada, por que gastou R$ 700 em maquiagem num shopping para gravar um vídeo desmentindo o que havia dito contra Feliciano?”
O delegado não informou quando fará o indiciamento de Patrícia. Se somadas, as penas dos crimes de denunciação caluniosa e extorsão podem variar de seis a 20 anos de prisão.

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