Justiça vai investigar gasto 'extra' de R$ 261 milhões com funcionalismo em Cabo Frio

Entre 2015 e 2016: Segundo a ação do Ministério Público do RJ, Alair Corrêa desrespeitou a lei; ex-prefeito diz que 'teria que fechar hospitais e escolas' caso tivesse que demitir

Por Fonte G1 em 29/09/2017 11h09
A Justiça acatou nesta quarta-feira (27) uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra Alair Corrêa, ex-prefeito de Cabo Frio, por improbidade administrativa entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016. 

Na ação, o MP-RJ pede que o ex-prefeito devolva aos cofres públicos o valor aproximado de R$ 261 milhões, dinheiro que teria sido gasto com contratação de funcionários acima do que o município tinha capacidade para arcar.

Ainda de acordo com a ação do Ministério Público, Alair Corrêa desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal e gastou um valor além do permitido pela legislação para despesa com pessoal, "inchando" o quadro de funcionários da Prefeitura. 

Nesta quinta-feira (29) o ex-prefeito não negou o descumprimento da lei, mas justificou o valor excedido.

"O promotor, como fiscal da lei, fez o que tinha que fazer. Eu gastei mais de 54% e ele ajuizou essa ação. Eu só rompi os 54% porque a arrecadação despencou. Demitir o pessoal era a única saída, mas se eu demitisse o pessoal eu teria que fechar hospitais e escolas. Então eu resolvi usar de 'tolerância' para essa situação, manter o pessoal trabalhando e esperar que a coisa pudesse ser resolvida", disse Alair Corrêa.


(Foto: Reprodução/Inter TV)

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