Maioria dos deputados do Rio disse 'sim' ao afastamento de Dilma Rousseff

Ao todo, 34 foram a favor do impeachment da presidente petista. Apenas 11 defenderam continuidade de seu mandado

Por Redação JS* em 18/04/2016 07h01

Nada menos do que 73,91% dos 46 votos da bancada do Rio de Janeiro foram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O estado registrou 11 votos contrários — entre eles, o do líder do PMDB, Leonardo Picciani, e do ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera. Ambos rejeitaram a indicação do partido de votar a favor do impedimento.


Antes fiel aliado de Dilma, o PMDB do Rio mudou drasticamente de posição há cerca de duas semanas. Tudo sob a batuta de Jorge Picciani, presidente da Alerj e do PMDB fluminense. Sua atuação foi decisiva para virar os votos dos outro nove deputados peemedebistas, que se posicionaram contra Dilma.


Pré-candidato à prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho reassumiu o mandato para declarar apoio ao impeachment. Voto dado com a bênção do prefeito Eduardo Paes que, até bem pouco tempo, fazia juras de amor à presidente Dilma. Os deputados Marco Antônio Cabral (PMDB), filho do ex-governador Sérgio Cabral, Sérgio Zveiter (PMDB) e Arolde de Oliveira (PSC) também voltaram à Câmara para votar — todos são a favor do afastamento de Dilma.


A Rede de Marina Silva votou dividida no Rio. O ex-petista Alessandro Molon, outro pré-candidato à prefeitura carioca, apoiou Dilma. Já o deputado Miro Teixeira votou a favor do impeachment. Os partidos de esquerda — PT, Psol e PC do B, votaram unidos contra o pedido de impeachment.


O depuatdo Jean Wyllys, também do PSOL, manifestou-se constrangido por participar do processo de impeachment. “Estou constrangido de participar dessa farsa, conduzida por um ladrão e apoiada por torturadores. Durmam com essa, canalhas”, concluiu.


O deputado federal Celso Pansera (PMDB-RJ), que deixou o Ministério da Ciência e Tecnologia para votar contra o impeachment, previu, no início da tarde de ontem, uma vitória fácil no plenário. Ao contrário da maioria dos políticos, ele disse que a votação não seria apertada e o vencedor — qualquer que fosse — teria uma grande vantagem.





*Matéria O Dia

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