Marinha vai utilizar redes de arrasto nas buscas por piloto e caça

Navio pesqueiro vai participar de operação a partir desta quarta-feira (17). Militar e caça desapareceram em julho após acidente aéreo em Saquarema.

Por G1.com em 17/08/2016 10h01

Sem sucesso nas buscas para encontrar o piloto e o caça AF-1 Skyhawk, que desapareceram no mar na costa de Saquarema, a Marinha passará a utilizar um navio pesqueiro especializado em redes de arrasto a partir desta quarta-feira (17). A operação para tentar localizar vestígios da aeronave e o militar acontecem desde o dia 26 de julho, após o acidente aéreo durante um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície.


A embarcação que está sendo encaminhada para os locais de busca vai percorrer áreas com profundidade menor, em complemento às varreduras que estão sendo realizadas pelos demais navios, o de Socorro Submarino “Felinto Perry”, o de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira” e o da Petrobrás “Fugro Aquarius”.


Segundo a Marinha, o navio pesqueiro vai recolher tudo que estiver pelo caminho, com a expectativa de encontrar destroços do caça. Aeronaves, lanchas e viaturas também participam da operação, que se estende pelas praias das regiões de Maricá, Saquarema, Arraial do Cabo e Cabo Frio.

Investigações


A corporação abriu um Inquérito Policial Militar, que tem prazo para a apresentação de um parecer em até 60 dias depois da abertura do processo, no dia 27, um dia após a aeronave desaparecer no mar. Uma comissão também investiga o caso.


Poucas peças foram encontradas

A Marinha confirmou, na noite do dia 8 de agosto, que encontrou dois pneus do trem de pouso do caça AF-1 Skyhawk. Um estava na praia de Monte Alto, em Arraial do Cabo, e outro na do Peró, em Cabo Frio. Porém, mesmo com as descobertas, ainda não há informações sobre o paradeiro do piloto ou do restante da aeronave.


Sinal da aeronave
A Marinha confirma que a aeronave era vista nos radares do mapa aéreo brasileiro e sumiu no ponto da queda, em Saquarema. O órgão informou ainda que o caça não possuía equipamento GPS (Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global), mas tinha dois equipamentos Personal Locator Beacon (PLB), espécie de localizador para o piloto.


Os equipamentos estavam instalados no colete, com acionamento manual; e no assento ejetável, com acionamento automático durante a ejeção do assento. Entretanto, segundo a Marinha, "até o momento, não foi detectado qualquer sinal proveniente desses equipamentos".

 

Navio-sonda
O navio-sonda de Pesquisa Hidroceanográfico "Vital de Oliveira"  tem 78 metros de comprimento, possui cinco laboratórios e tem capacidade para 130 pessoas. Entre os equipamentos estão ecobatímetros multifeixe, perfilador de velocidade do som, sonar de varredura lateral. A embarcação pode ser operada remotamente.


Navio de Socorro Submarino
Capaz de efetuar mergulhos saturados até 300 m de profundidade, o Felinto Perry é um navio de apoio completo, equipado com câmaras de descompressão. Ele foi adquirido pela Marinha do Brasil em 1988 e pode ser utilizado em tarefas de resgate a submarinos sinistrados e também para combates a incêndios em alto mar.


*Fonte: G1.com

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