Marinha volta a concentrar esforços para encontrar piloto em Saquarema

Principais embarcações da Marinha do Brasil na área de buscas, retornaram para Saquarema, nesta quarta-feira, dia 10, para ajudar nas buscas

Por em 10/08/2016 09h53
Os navios de Socorro Submarino “Felinto Perry” e o Navio de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira”, principais embarcações da Marinha do Brasil na área de buscas, retornaram para Saquarema, nesta quarta-feira, dia 10. 

Eles voltaram a participar da operação para localizar o piloto e o caça AF-1 Skyhawk, que desapareceram no mar no dia 26 de julho, após um acidente aéreo durante um treinamento de ataque a alvos de superfície.

Segundo a Marinha, as embarcações deixaram o local de buscas no último domingo, dia 07, e foram para Niterói, Região Metropolitana do Rio, para abastecer. O efetivo de buscas passou a contar então somente com aeronaves, lanchas e viaturas, mas foi novamente reforçado.



As imagens das embarcações atuando na costa do balneário podem ser vistas através do aplicativo MarineTraffic, que mostra o posicionamento dos navios em tempo real, baseado em dados do Automatic Identification System (AIS), um sistema de monitoração por satélite.

Poucas peças foram encontradas
A Marinha confirmou, no fim da noite de segunda-feira, dia 08, que encontrou dois pneus do trem de pouso do caça AF-1 Skyhawk. Um na praia de Monte Alto, em Arraial do Cabo, e outro na do Peró, em Cabo Frio. Porém, mesmo com as descobertas, ainda não há informações sobre o paradeiro do piloto ou do restante da aeronave.

Sinal da aeronave
A Marinha confirma que a aeronave era vista nos radares do mapa aéreo brasileiro e sumiu no ponto da queda, em Saquarema. O órgão informou ainda que o caça não possuía equipamento GPS (Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global), mas tinha dois equipamentos Personal Locator Beacon (PLB), espécie de localizador para o piloto.

Os equipamentos estavam instalados no colete, com acionamento manual; e no assento ejetável, com acionamento automático durante a ejeção do assento. Entretanto, segundo a Marinha, "até o momento, não foi detectado qualquer sinal proveniente desses equipamentos".

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