Mensalidade de planos de saúde sobe até 13,5%

ANS autoriza reajuste para 8,3 milhões de clientes individuais

Por Redação JS* em 04/06/2016 13h12

Os 8,3 milhões de beneficiários de planos de saúde individuais pagarão até 13,57% mais pela mensalidade do convênio médico. O reajuste, autorizado ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é valido para os contratos assinados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9.656/98.


A correção atinge 17% do total de 48,5 milhões de consumidores de planos de assistência médica no país, de acordo com dados referentes a abril de 2016. O aumento dos valores vale somente a partir da data de aniversário de cada contrato.



A correção pegou consumidores de surpresa e desagradou quem não esperava por percentual tão alto. Paula Menezes, moradora da Tijuca, que trabalha com tradução, reclamou do reajuste.


“Nem me dei conta de que já fazia um ano do último aumento. Vou conferir nas minhas guias se realmente já estava no prazo do reajuste anual. Mas reparei que a minha operadora deveria estar esperando pelo aumento, porque costumava enviar pelos Correios seis boletos de uma vez só e passou a mandar mês a mês. Ou então quer que os clientes imprimam seus boletos on-line”, diz.


A Proteste Associação de Consumidores considera que o aumento vai pesar no orçamento por conta da crise financeira e desemprego em alta. Isso porque o reajuste dos planos supera a inflação do período, que atinge 11,09% nos últimos 12 meses. O consumidor está em uma situação difícil, segundo Sonia Amaro, supervisora da associação, alegando que aumentos dos salários e aposentadorias não acompanharam a inflação.


“A conta do plano de saúde já pesa muito no bolso e o aumento acima da inflação vai onerar mais ainda”, afirma Sônia.


Já para a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que representa operadoras de planos, encontrar um equilíbrio entre receita e despesa é um desafio. Segundo a entidade, a inflação médica — que retrata a variação da despesa assistencial por cliente — é duas vezes maior que o IPCA, inflação geral que mede os demais preços da economia. De 2007 a 2015, o índice acumulou alta de 64,5%, enquanto a despesa assistencial per capita em saúde cresceu 129,2%, conforme a Fenasaúde.

“Os percentuais de correção da ANS não cobrem as despesas dos planos”, argumenta Solange Mendes, presidente da federação.

 









*Matéria O Dia

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