"Não consegui reconhecer o corpo, estava todo desfigurado", disse a mãe de Rayzza

"Cheguei a falar para ela não ir ao evento por todos os problemas que estão acontecendo", acrescenta a mãe

Por Fonte G1 em 24/05/2016 14h19
"Estou sem chão até agora. Não consigo acreditar que isso aconteceu com minha filha. Eu não consegui reconhecer o corpo, estava todo desfigurado".  O relato é da mãe de Rayzza Ribeiro, de 21 anos, encontrada morta nesta segunda-feira, dia 23,  em São Pedro da Aldeia. A jovem saiu de casa para ir a uma festa em uma escola ocupada em Cabo Frio na madrugada de domingo, dia 22, e foi vista em outros bares da cidade após o evento. O corpo estava carbonizado e com sinais de violência.

"Cheguei a falar para ela não ir ao evento por todos os problemas que estão acontecendo", acrescenta a mãe.

De acordo com Vania Souza Silva, a jovem disse que não voltaria tarde do evento de rock realizado na Escola Estadual Miguel Couto - ocupada por estudantes que protestam contra as condições de ensino no Rio de Janeiro.

"Ela não era aluna da escola, estava estudando para fazer o Enem, pois queria ser médica", declarou a mãe, que tem mais três filhos e descobriu que Rayzza estava morta ao chegar no Instituto Médico Legal (IML) de Araruama, para onde o corpo foi levado, após ser localizado na Estrada do Chaparral, no bairro Jardim Primavera, em São Pedro. A família tinha saído para procurar a jovem.

"Meu filho a reconheceu pelas tatuagens. Não dá para acreditar... Não faremos velório, pois teremos caixão fechado pelas condições do corpo", lamenta a mãe.


Jovem relatou para amigos que estava sendo perseguida
Amigos que estiveram com a vítima contaram para Vania que a jovem estava preocupada porque tinha sofrido uma tentativa de assalto logo após deixar a festa.

"Me contaram que ela saiu da escola e passou em bares do Canal (do Itajuru, em Cabo Frio). Disseram que ela contou que sofreu uma tentativa de assalto e que um cara tinha seguido ela. Um amigo me disse que chamou ela para ir embora, mas que ela preferiu esperar o horário ônibus Praia do Sudoeste, às 5h30, que passa na Praia do Sol, onde moramos", disse.

Segundo a mãe, Rayzza era uma pessoa alegre, rodeada de amigos e que sempre avisava onde estava.

O corpo de Rayzza está no IML de Araruama aguardando a liberação. O caso está sendo investigado na 125ª DP. Ninguém foi preso até o momento. 


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