"Não me perdoo”, se emociona pai que matou filho usuário de drogas há 20 anos em Cabo Frio

Desde outubro, Eloy trabalha como vigia num hotel em Arraial do Cabo. Ele diz que assim mantem a cabeça ocupada.

Por Redação JS* em 10/04/2016 11h43

Já se passaram quase 20 anos desde aquela noite do dia 24 de fevereiro de 1996. A lembranças, no entanto, não saem da cabeça de Eloy Salino da Costa, hoje com 74 anos. Ele matou com três tiros o filho caçula, Leandro, então com 23 anos, após uma briga. O rapaz era usuário de drogas e, transtornado, partiu para cima do pai com um taco de beisebol. Eloy foi absolvido pela Justiça, alegando legítima defesa.


- Penso nisso todos os dias e choro lembrando dele. Meu filho era meu xodó, mas quando estava sob efeito das drogas, virava um demônio. Ele teria 42 anos hoje. Não me perdoo pelo que aconteceu - conta o aposentado.


Eloy ainda mora em Arraial do Cabo, no mesmo local de 18 anos atrás. O seu bar, onde o crime ocorreu, que ficava em Cabo Frio, na Praia do Forte, foi vendido meses depois. O aposentado conta que perdeu seu patrimônio depois do crime, principalmente por causa dos gastos com advogados. Ele chegou a ficar preso por 45 dias.


- Esse assunto (a morte do filho) não é um assunto bem resolvido na minha família. Sinto que nem todos compreenderam o que aconteceu - relata.


Desde outubro, Eloy trabalha como vigia num hotel em Arraial do Cabo. Ele diz que assim mantem a cabeça ocupada.


- Foi uma bênção. Preciso me distrair. Tenho tentado me reerguer durante todos esses anos, mas nunca consegui - emociona-se.




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