Niterói-Manilha coleciona problemas, como placas cobertas, buracos e passarelas inseguras

A rotina de quem trafega e vive às margens da Rodovia Niterói-Manilha (RJ-104) tem se tornado cada vez mais difícil.

Por Redação JS em 05/04/2016 06h53

A rotina de quem trafega e vive às margens da Rodovia Niterói-Manilha (RJ-104) tem se tornado cada vez mais difícil. O caminho, que liga Niterói a Itaboraí cortando dezenas de bairros de São Gonçalo, é tomado por árvores e um grande matagal que atrapalha a sinalização. O asfalto está cheio de falhas e com grandes crateras. No alto, passarelas com problemas nas estruturas amedrontam pedestres, que muitas vezes se arriscam pelo trânsito. A sensação de quem passa pelo local é de abandono.


O motorista de transporte escolar Otaciano Justino de Araújo, de 47 anos, trafega diariamente pela rodovia e diz que, em menos de seis meses de circulação pela área, já precisou fazer manutenção no veículo por causa dos buracos encontrados em quase toda a extensão da via.


— A imagem que nós, motoristas, temos desta via é a de que ela está abandonada. Este é o reflexo da má administração do dinheiro público. Esta semana, tive um prejuízo de quase R$ 700 para consertar a suspensão do meu carro. A gente paga impostos mais do que o suficiente e as autoridades nada fazem para retribuir — reclama Araújo.

O servidor público Luis Almeida, de 38 anos, por pouco não se acidentou na RJ-104 foi. Ele estava indo de Niterói para São Gonçalo, há dois meses, quando passou por uma grande cratera, localizada próxima ao bairro Maria Paula:


— A pista estava molhada. Cheguei a rodar, mas nada me aconteceu. A minha sorte é que o movimento estava fraco. Poderia ter me machucado muito.


Placas tapadas


No decorrer da estrada, muitas placas de sinalizações importantes, como de velocidade máxima permitida, estão totalmente encobertas pela vegetação.


Em Tribobó, por exemplo, a placa que antecede a saída para a Região dos Lagos está inteiramente tapada. Já no Laranjal, onde está localizado o Colégio Municipal Stephania de Carvalho, as placas que indicam trânsito de estudantes também não estão visíveis, por causa do mato.


Passarelas perigosas


Os problemas da RJ-104 também têm afetado quem mora próximo à via. A dona de casa Cíntia Sabino, de 28 anos, precisa passar por uma passarela, localizada na entrada do bairro Boa Esperança, em São Gonçalo, com barras de proteção completamente enferrujadas.


— Atravesso a passarela com a minha filha agarrada em mim. Tenho muito medo de que possa acontecer um acidente. O pior é que o poder público só se movimenta quando acontece desgraça — desabafa a dona de casa, que já foi atropelada por um veículo, quando caminhava pela rua: — A calçada estava tomada por mato e precisei andar pela rua. Um carro acabou me levantando e tive uma fratura no pé.


O Departamento de Estradas de Rodagem disse que programou para esta semana uma visita técnica à RJ-104 para avaliar as condições. E acrescentou que devido à atual limitação de recursos, o cronograma de obras precisou ser alterado e ainda não há previsão para o início das intervenções no local.


Queixas sem prazo de solução


Não é de hoje que usuários da via têm reclamado de falta de segurança. Em julho do ano passado, um ônibus da Viação Fagundes se desgovernou no viaduto de Maria Paula e rompeu a mureta, deixando 13 feridos. Na ocasião, muitos motoristas reclamaram da falta de um radar na localidade e da qualidade do asfalto. Passados oito meses do acidente, a mureta quebrada pelo coletivo continua do mesmo jeito.


Em fevereiro, o “Mais São Gonçalo” mostrou que a via também é cenário frequente de arrastões e roubos de carros em São Gonçalo. O comandante Samir Vaz Lima, do 7º BPM, diz que intensificou o policiamento.




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