No Dia Mundial Sem Tabaco, alergista adverte sobre malefícios do cigarro

Hoje, 31 de maio é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1987

Por Redação JS em 31/05/2016 14h57
Comemorado anualmente em 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma data para refletir sobre as doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. Além de riscos relacionados ao câncer, o consumo da substância está ligado à asma, às alergias e infecções respiratórias. “O tabaco atua como um irritante, que vai potencializar o processo inflamatório dos brônquios”, explica o médico alergista Diener Frozi.

Responsável pelo projeto “Viva Sem Alergia”, em Duque de Caxias, cidade da Baixada Fluminense, o especialista esclarece que a fumaça do cigarro é um agente alérgeno, que pode desencadear coceira no nariz, tosses, espirros e até mesmo crises em pacientes  com predisposição. “A nicotina age favorecendo a liberação de histamina pelos mastócitos, células do tecido conjuntivo. O composto orgânico é responsável por respostas imunológicas que causam a vermelhidão, o aparecimento de edemas e, em casos mais graves, dificuldade para respirar”, orienta Frozi.

Os sintomas podem variar de acordo com o tempo e grau de exposição ao alérgeno e atingem até mesmo crianças, em famílias com adultos que fazem uso de cigarro. De acordo com dados do Programa Nacional de Controle de Tabagismo (PNCT), a epidemia global do tabaco mata quase 6 milhões de pessoas por ano. Destas, mais de 600 mil são fumantes passivos, ou seja, que não fumam, mas convivem diretamente com quem fuma. 

“A asma provoca o estreitamento dos brônquios de forma variável, que pode ser controlada. Com o fumo, a constrição é progressiva e as crianças de lares com fumantes são as mais afetadas”, salienta o médico. 
 

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