Pacientes pediátricos se recuperam com auxílio de aulas de psicomotricidade em brinquedoteca

No Hospital Estadual Alberto Torres acontecem atividades, realizadas no espaço recém-reformado, diminuem o estresse psicológico dos pequenos durante internação.

Por em 22/09/2015 15h19

Duas vezes por semana, pacientes crônicos internados no CTI Pediátrico do Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, se reúnem para participar de atividades supervisionadas por uma equipe multidisciplinar, e em um espaço humanizado e atrativo para os pequenos. As duas propostas têm ajudado bastante na recuperação deles durante o período de internação. Lançado em abril deste ano, o projeto Psicomotricidade acontece na brinquedoteca da unidade, que há pouco tempo passou por reformas e ganhou ambientação mais humanizada, com nova pintura, mobiliário colorido e diversos brinquedos, contribuindo ainda mais para o bem-estar daqueles que a frequentam.

 

- Atividades como estas feitas num ambiente apropriado como a brinquedoteca diminuem a chance da criança ficar irritada ou deprimida durante a internação. Ter um espaço voltado para o público infantil do hospital ajuda a manter o paciente mais próximo do seu habitat natural, evitando assim, o estresse psicológico - ressalta o diretor médico do HEAT, Charbel Khouri.

 

Apoio na recuperação - Idealizadora do projeto Psicomotricidade, a chefe de Fisioterapia do CTI Pediátrico do HEAT, Bárbara Alcântara, conta que a ideia surgiu no intuito de aliviar o clima tipicamente tenso de um ambiente hospitalar. Ela explica como e o quanto a iniciativa contribui com a recuperação destes pacientes tão especiais.

 

- As crianças são colocadas sobre um tatame e têm contato com bolas suíças, usadas na prática de exercícios físicos. São atividades que contribuem com a melhora do equilíbrio do corpo, o estimulo dos movimentos e também a autoestima. Tiramos esses pacientes de um ambiente mais frio para um espaço colorido e acolhedor que contribui com os expressivos progressos - ressalta Bárbara, fisioterapeuta, que conta ainda com o auxílio de uma terapeuta ocupacional e uma fonoaudióloga durante as sessões.

 

Uma das pacientes internadas no hospital que participa das atividades realizadas na brinquedoteca é a pequena Talita Helena, de 7 anos. Seu pai, Igor Luiz Pontes, conta que a menina aguarda ansiosa a hora de interagir com outros pacientes.

- A recuperação dela se torna mais rápida e tranquila. A Talita está indo muito bem - diz ele.


Espaço de cara nova - Depois de passar por reformas e adequações para melhor receber os pacientes, a brinquedoteca está de cara nova. As paredes ganharam nova pintura com ilustrações que lembram uma praia e deixaram o ambiente mais humanizado. O piso foi trocado por uma manta vinílica que proporciona conforto térmico e o espaço ganhou vida com a doação de mobiliário colorido e diversos brinquedos, além de equipamentos eletrônicos.

 

- Quem mais ganhou foram as crianças, claro. Aqui elas passam por atividades que são uma extensão do atendimento na unidade e que colaboram muito com a recuperação delas - conta Sylvia Regina da Silva, recreadora e brinquedista hospitalar, que há cinco anos se dedica a cuidar da brinquedoteca. 

Fotos: Luiz Barros/Divulgação Ascom SES

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