Pequeno mosquito, grande ameaça

Por Vilma Matos em 20/02/2016 14h28

Hoje, o assunto mais comentado na mídia é sem dúvida o zika vírus. Todos querem ficar bem longe do transmissor: o Aedes aegypti. O mosquito transmite à dengue, chikungunya e o zika vírus.


A contaminação está crescendo a cada dia, estamos todos assustados com tamanha proliferação. Como um pequeno mosquito pode se tornar uma ameaça tão grande? Segundo especialistas, parte disso tem a ver com o próprio processo evolutivo, no qual os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela se adaptaram bem ao organismo doAedes aegypti e vice-versa.


O Aedes aegypti tem preferência pelo sangue de mamíferos, especialmente o de seres humanos. Mesmo na presença de outros animais, é o homem que ele vai preferir picar. Diferentemente de outros mosquitos, que só picam durante o dia ou durante a noite, o Aedes aegypti pode se alimentar nos dois períodos. Na verdade, ele tem hábitos diurnos, mas com a presença de luz artificial, pode picar à noite também. Somente a fêmea do mosquito se alimenta de sangue, porque precisa dele para amadurecer seus ovos. Uma vez infectada, ela carrega o vírus para o resto da vida e pode transmiti-lo para várias pessoas.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou estado de emergência de saúde pública internacional por causa da provável relação entre o zika vírus e a microcefalia.


A microcefalia é uma condição neurológica em que perímetro cefálico (PC) encontra-se menor que o normal. Muitas vezes o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. A microcefalia pode ser congênita ou adquirida.


As crianças com microcefalia podem apresentar atraso mental, déficit intelectual, paralisia, convulsões, epilepsia, autismo e rigidez dos músculos. A doença é grave e não tem cura, e a criança pode precisar de cuidados por toda a vida, sendo dependente para comer, se mover e fazer suas necessidades, dependendo da gravidade da microcefalia.


Cada um deve fazer a sua parte e usar medidas de prevenção para combater esse mosquito eliminado possíveis criadouros do mosquito, evitando deixar água acumulada em recipientes como pneus, garrafas, vasos de plantas e, também fazer o uso de repelentes, entre outros, e a qualquer sintoma da doença, procurar um médico.

 

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