Presos em Operação de Arraial foram denunciados por lavagem de dinheiro e tráfico, diz PF

Além dos 2 presos, testemunhas prestaram depoimento a polícia e foram liberados.

Por Redação JS em 02/08/2016 17h30

A Polícia Federal e o GAECO bateram mais uma vez em Arraial. Desta vez prenderam um policial federal por suspeita de integrar quadrilha que estaria envolvida com tráfico de drogas, peculado e lavagem de dinheiro. 


Além disso, ocorreram conduções coercitivas, uma delas com o vereador Renatinho Vianna (PRB). O vereador, em vídeo no facebook, afirmou ter ido à sede da PF para "prestar esclarecimentos": “Hoje fui convidado para prestar esclarecimentos porque sou a favor da investigação e quero desbaratar essa quadrilha que, infelizmente, toma conta e nossa cidade e quem paga alto preço é nosso povo", disse.


Veja a nota completa da Polícia Federal


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PF e GAECO prendem policial federal e agente penitenciário envolvidos em quadrilha que desviava recursos públicos


A Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRJ prenderam, na manhã desta terça-feira (02/08), um servidor policial e o ex-chefe de segurança do Presídio Ary Franco, em Água Santa, como desdobramento da operação Dominação. Os dois foram denunciados ao Juízo de São Pedro da Aldeia/RJ como integrantes da organização criminosa, que envolvia agentes públicos de Arraial do Cabo, acusados por crimes de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e peculato. 


O agente penitenciário foi preso em casa, na Capital. Ex-chefe de segurança do presídio, entre janeiro e dezembro de 2015. Ele é acusado de permitir que o líder da quadrilha conhecido como Chico da Ecatur, pai do traficante conhecido como Cadu Playboy e preso desde janeiro de 2015 na primeira fase da Operação Dominação, utilizasse equipamentos de comunicação como celulares, tablets e computadores para comandar a quadrilha de dentro do presídio.


O policial federal foi preso em casa no município de Arraial do Cabo. As provas indicam que ele teria atuado como informante da organização criminosa. Foi apurado que o policial preso repassava a Chico da Ecatur  informações sigilosas da investigação.


A denúncia e as prisões preventivas decretadas pela Justiça tiveram por base uma nova investigação que apurou um plano orquestrado pela quadrilha para matar um promotor de Justiça e um delegado de polícia federal, razão pela qual, em junho, foi deferida a transferência de Chico da Ecatur para um presídio federal.


Também ocorreram conduções coercitivas de testemunhas na Capital e em Arraial do Cabo, que prestaram depoimentos e foram liberadas. Os presos foram levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro. 

             

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro  "

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