"Se o partido decidir que eu tenho que ser candidato, estou pronto para ir a rua", diz Russo

Presidente da Câmara de Araruama diz que é hora de mudar o cenário político nacional e está a disposição do partido para ser candidato a deputado federal

Por Redação JS em 04/10/2017 10h56
O Jornal de Sábado, entrevistou, com exclusividade, nesta quarta-feira, dia 04, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Araruama, Carlos Alberto Siqueira da Silva, o Russo. Natural de Rio Bonito, o vereador vive um fato inédito no mundo político da cidade de Araruama, é o único que conseguiu ser presidente da Câmara consecutivamente. “Não tem reeleição na Câmara, mas como foi um mandato novo, os vereadores novatos, junto com os que permaneceram me deram a oportunidade de permanecer como presidente”, alegra-se. 


Confira a entrevista completa: 


JS – Naquela virada toda política do último pleito, o senhor foi um dos primeiros que partiu para apoiar a atual prefeita Lívia de Chiquinho.

Russo - Na verdade, a minha história com Chiquinho é antiga. Em todas as campanhas eu participei diretamente ou nos bastidores, porque na verdade não era um político atuante na linha de frente, eu sempre atuei nos bastidores. E quando eu me elegi pela primeira vez, também foi através dele, porque eu me elegi com o irmão, o João Ribeiro, que foi candidato a prefeito e eu fui convidado por Chiquinho. Já tinha sido convidado por diversos prefeitos no passado e até por ele mesmo, até que eu resolvi engajar, deixar de ser só eleitor, para ser também candidato. E fui feliz. Fui o sexto mais votado na outra legislatura e nessa agora vim novamente com ele, porque Chiquinho deixou um legado na cidade, uma história. Então, baseado nisso, eu resolvi acompanhar a Lívia de Chiquinho, que aflora novamente o legado dele.


JS – Estamos acompanhando as reuniões na Câmara e estamos sentindo que a Casa está bem tranquila. Como consegue essa tranquilidade?

R – Isso é com parceria. Faço um mandato muito democrático, porque, na verdade, ser ou estar vereador tem uma data marcada para sair. Então, eu não sou presidente, eu estou presidente. E deixo isso bem claro para os meus colegas, acho que é por isso há parceria e  lealdade. E convivemos bem, somos 17 pessoas, cada uma com pensamento diferente, mas conseguimos viver harmonicamente. 


JS – O que estamos sabendo é que o senhor colocou seu nome para uma possível candidatura no ano que vem. É verdade isso?

R – É. O partido vai enfrentar um grande problema, todos os pequenos, que é a clausula de barreira. Então, os partidos já estão se movimentando, no sentido de conseguir uma quantidade de votos para que não seja extinto. E o partido me pediu, se houvesse necessidade, se eu colocaria meu nome como pré-candidato a deputado federal e acabei gostando da ideia. Então, deixei o meu nome a vontade e a ideia está sendo bem acolhida. Não só aqui, porque na verdade sou filho de Rio Bonito, por ali tem Itaboraí, Silva Jardim, Tanguá, e aqui na nossa região. Estamos encontrando carinho em outros municípios, as pessoas estão dando força, falando que estamos precisando mudar o quadro do Congresso Nacional, que, infelizmente, hoje está vergonha. Eu não me envergonho do meu mandato, eu fiz com extrema clareza, transparência e não fiz nada errado. Mas por essas pessoas que deveriam estar presas e não presidindo como deputado, a gente acaba pagando o pato, recendo a chancela de mau político. Como, na verdade, isso existe em todas as classes e todas as regras fogem a exceção. Estou deixando meu nome à vontade, porque justamente eu acredito na mudança. Eu tenho certeza que vai ser a hora da população dizer não a essas corrupções, Lava Jato, enfim, esse monte de coisa nojenta que mancha o nome do nosso país. Eu acho que a hora de mudar é essa, se o partido decidir que eu tenho que ser candidato, eu estou pronto para ir a rua. Eu gosto de trabalhar, de fazer política, para mim não será dificuldade.  




JS – E as parcerias?  Nós sabemos que o senhor é muito ligado ao deputado estadual Marcos Abrahão.

R – Com certeza meu candidato a deputado estadual é ele. Isso ai não é segredo para ninguém. Fomos criados juntos, somos amigos íntimos, e eu sempre o acompanhei, desde vereador. Eu atuei na primeira campanha dele de vereador e nas quatro de estadual. Mas como é uma campanha a nível estadual, você também não pode fechar a porta para ninguém. E se eu for candidato, os companheiros da Câmara, em sua grande maioria, estão dispostos a caminhar com a gente. Então, cada um vai escolher alguém de sua preferência e, automaticamente, eu vou estar interligado, vinculado a outro nome que não seja o deputado Marcos Abrahão e até alguns amigos. Como vivemos em uma democracia, nada mais justo que aceitar e respeitar isso.


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