Sócio da Boi Bom é preso em operação de lavagem de dinheiro

Gaeco faz operação para prender grupo que fazia lavagem de dinheiro em Cabo Frio

Por Redação JS* em 19/04/2016 10h35

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), realiza uma ação na manhã desta terça-feira, para cumprir seis mandados de busca e apreensão no Rio, em Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Três Rios. Batizada de “Percentual do Boi”, a operação tem por objetivo desarticular uma quadrilha envolvida na cobrança de propina de comerciantes da Região dos Lagos.


Cinco pessoas foram denunciadas: o ex-chefe da Inspetoria da Receita estadual de Cabo Frio César Enéas Marzano; o auditor fiscal aposentado José Michel Farah; o empresário Hugo Cecílio de Carvalho, sócio do Frigorífico Boi Bom; e os funcionários do frigorífico Rogério Lourenço da Silva e Jeane Moreira da Silva. Os cinco são acusados de fazer parte da quadrilha e também por lavagem de dinheiro.


Segundo o MP, durante a investigação do Gaeco, foi apurada uma planilha com 66 registros de propinas extorquidas de comerciantes do município de Cabo Frio. Nas anotações da planilha, entre 2005 e 2009, foram recolhidas propinas que somam R$ 738.130,87 em cheques.


Ainda de acordo com a investigação, os cheques extorquidos dos comerciantes eram trocados no Frigorífico Boi Bom, que fazia a lavagem do dinheiro. Em troca, ficava com uma comissão entre 4% e 6% do valor dos cheques arrecadados pelos fiscais.


Hugo foi preso por porte ilegal de arma. De acordo com informações do MP, na casa dele foi encontrada uma grande quantidade de dinheiro que está sendo contabilizada pela equipe do GAECO. Também houve apreensão de equipamentos e computadores no local.



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