“Tenho o desafio de mostrar a população aquilo que penso, aquilo que acredito”, disse Anderson Moura

Vice de Araruama duas vezes, Anderson Moura, tenta agora a vaga de prefeito da cidade

Por Redação JS em 09/09/2016 10h10

Dando continuidade a nossa série de entrevistas, em parceria com a Rádio Litoral FM, com os candidatos a prefeito da região, nesta manhã, dia 09, o entrevistado foi Anderson Moura (PP), vice-prefeito da cidade. Confiram:


Portal JS: O senhor é vice e agora concorre a cadeira de prefeito. Pode falar sobre isso?

AM – Sou duas vezes vice-prefeito da cidade. Na verdade, Araruama é o único lugar do mundo, onde o vice-prefeito se reelegeu e o prefeito não, isso me dá uma responsabilidade enorme. Estou enfrentando hoje esse período eleitoral com muita responsabilidade. Ninguém escolhe ser vice, somos convidados, vice é sempre alguém que agrega, pelo menos no período eleitoral, mas não é um cargo que você tem muita autonomia administrativa. Você não tem direito a voto, a mando, então, se não tiver num governo que tenha o mesmo pensamento, é muito difícil. Mas nem por isso, deixamos de trazer sucesso, resultado, porque temos posicionamento. Porque o nosso posicionamento nunca foi pessoal. Tenho o desafio de mostrar a população aquilo que penso, aquilo que acredito. 


Portal JS: O que o senhor traz como proposta para o seu município para a Educação?

AM – Na verdade, a Educação é um dos maiores investimentos que o país faz, através dos recursos, investindo nas prefeituras, através do FUNDEB. Falta um Projeto Educacional. Quando se fala em Projeto Educacional hoje no Brasil, na cidade, é aquele prefeito que faz a escola bonita. Mas as escolas bonitas, tecnologicamente equipadas, não quer dizer que com aquilo o aluno, o professor, está sendo veemente visado, está sendo prioridade. Em Araruama, por exemplo, nós tivemos um governo intitulado “Governo da Educação”, mas foi o pior índice do IDEB da história da cidade. As escolas eram bonitas, tinham laboratórios de informática, mas conteúdo programático não existia. O que nós queremos fazer é valorizar os servidores, traçar um projeto vinculado a cultura local, onde a gente dê perspectiva ao jovem de ver futuro na sua própria cidade, explorando seu potencial.Precisamos dar formação a essas pessoas para que a nossa cidade realmente seja forte. A Educação é prioridade sim. É prioridade do nosso governo.


Portal JS: Outro tema que vocês estão com sérios problemas também é a Saúde. Como está a Saúde no município?

AM – Sem dúvida. Uma mulher, por exemplo, que quer fazer preventivo não consegue porque não tem material de coleta nos Postos de Saúde. Uma mulher que descobre que está grávida já começa o terror psicológico, porque não sabe se no dia que ela vai ganhar o bebê vai ter médico e medicamento na maternidade. A criança não tem direito ao pediatra. Para alguém conseguir uma consulta tem que entrar numa fila gigantesca, quando chega à vez acabou a vaga, porque são 10 ou 15 vagas. Na verdade, esse sistema de consulta é falido, na fila, através de cartão, isso tem causado um problema enorme na nossa cidade. Traz benefícios para alguns políticos, eles andam com bilhetinhos na carteira para dar. É com esse sistema que nós vamos acabar e parece ser um discurso que todo mundo faz. Mas nós vamos implantar no primeiro mês, já estamos com uma equipe de técnicos estudando, avaliando projetos que já deram certos em outros lugares do Brasil. Ninguém aqui quer inventar e dizer que podemos mudar a história de um dia para o outro, mas nós já temos um modelo que deu certo. Vamos transformar o prontuário do cidadão e deixá-lo digital, onde quer que ele seja atendido, o médico vai ter acesso ao seu cadastro, diagnóstico. Queremos transformar as nossas unidades, deixá-las digitais. O cidadão vai poder marcar suas consultas na sua casa, através de um 0800, um Disk Saúde. Tem que investir na saúde preventiva, os Postos de Saúde estão quebrados, sem medicamentos, agentes de endemias não tem material para trabalhar, os agentes comunitários de saúde têm péssimos salários, condições precárias, não tem papel para fazer relatório de diagnósticos de suas visitas. Uma cidade que não se prepara preventivamente será uma cidade doente sempre. Vamos investir na Atenção Básica, reestruturação tecnologicamente falando da Secretária de Saúde, trabalhar na unidade de pronto atendimento. O grande questionamento hoje foi: quem matou a Saúde? Quem fechou o Pronto Socorro? Quem abriu a UPA? Eu estou ouvindo cada asneira na nossa cidade. O importante é dizer nesse momento que a UPA agradando alguém ou não, gera uma receita para o município de quase R$ 1 milhão. Falam que o Estado está sem repassar, mas durante três anos repassou e nunca tivemos Saúde de qualidade. Na verdade, não tivemos uma Saúde de qualidade até hoje. Não se faz Saúde com amigo, se faz com técnico, não dá para eleger secretário que não tenha conhecimento. Estou falando de competência administrativa. Vamos fazer um governo transparente, só tem duas coisas que a gente precisa: transparência e eficiência. 


Portal JS: Outro tema que a gente levantou na cidade foi a questão do transporte. 

AM -  O problema de transporte em Araruama é sério. Na verdade, deixou de ser um problema do transporte apenas, hoje se transformou em problema social. Por volta de 15 anos tínhamos aquilo que chamamos de lotada, o cara que estava passando por alguma dificuldade e começou a usar o seu carro particular para fazer o serviço do ônibus. Até pela ausência de ônibus, que foi feita uma licitação há pouco tempo. Vans circulavam na cidade sem contrato de concessão. Hoje é um problema, são quase 600 famílias que sobrevivem desse transporte alternativo. Eu vejo nessa época de eleição todo mundo prometendo regularizar o transporte alternativo, na verdade, melhorou muito com essa fiscalização do DETRO. Primeira coisa que temos que fazer é um Plano Municipal de Transporte. Outra coisa, ouvir a população, saber onde está realmente a nossa demanda. A linha de ônibus não pode ser escolhida por invenção do secretário de Transporte, se não tem condições de ouvir o povo, também não tem de fazer uma linha. 


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