Traficante resgatado no Souza Aguiar é suspeito de assassinar policiais em Araruama

O histórico de crimes de Fat Family, traficante resgatado por bandidos no Hospital Souza Aguiar

Por Redação JS em 20/06/2016 16h11

Aos 28 anos, Nicolas Labre Pereira de Jesus, o “Fat Family”, já tem um extenso histórico de crimes. Resgatado por bandidos na madrugada deste domingo no Hospital municipal Souza Aguiar, o traficante tem passagem pela polícia por tráfico, roubos e homicídios. E a vocação para o crime já vem de família: Fat Family é irmão de Marco Antonio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, considerado um dos traficantes mais perigosos da Região Metropolitana do Rio, que está em um presídio federal. Os dois são filhos de Jorge Edson Firmino de Jesus, conhecido como "Balote", também com passagens pela polícia, por roubo.


Suspeito de comandar o tráfico no Morro do Santo Amaro, no Catete, na Zona Sul do Rio, Nicolas foi preso várias vezes e ganhou a liberdade há menos de dois meses e desde então, de acordo com informações da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), voltou a chefiar a comunidade. Antes, ele já tinha sido preso em janeiro de 2011, na subida do Morro do Telégrafo, em Benfica, na Zona Norte do Rio, quando havia ido visitar a mãe, Jurema Labre.


No mesmo ano, em agosto, a prisão dele foi feita na Alameda São Boa Ventura, no Fonseca, por policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Ele seguia da Região dos Lagos, onde estava refugiado, para o Morro Santo Amaro. Nicolas era investigado pelo assassinato de dois policiais militares, na Praia do Barbudo, em Araruama, Região dos Lagos, em 22 de novembro de 2010. Nesse dia, de madrugada, os sargentos do 22º BPM (Cabo Frio) Silvio Rui Vieira Lima e Wagner Lanceta Ramos sofreram uma emboscada durante um patrulhamento de rotina na Praia do Barbudo, na Lagoa de Araruama, onde foram mortos com vários tiros depois que o traficante, que estava em um veículo, conseguiu pegar a arma de um deles.



O irmão, My Thor, por sua vez, que pertence a uma das maiores facções criminosas do país, tem um passado ainda mais cruel e era conhecido pela perversidade com que tratava os moradores da região onde atuava. Em 1997, ele condenou um adolescente de 14 anos à tortura por ter praticado um assalto próximo ao morro. O rapaz chegou a ser baleado nas mãos e na coxa direita.


No início do ano 2000, o comerciante Inácio Carvalho de Souza, de 25 anos, foi assassinado por três homens após ter se recusado a obedecer a uma ordem de My Thor, de acabar com o pagode em seu bar. A polícia acreditava que o crime tinha sido cometido a mando do traficante porque o movimento do bar atrapalhava o tráfico de drogas. Em maio do mesmo ano, ele foi preso por policiais do serviço reservado do 2º Batalhão de Polícia Militar, de Botafogo, na zona sul do Rio, no Morro Santo Amaro.


Em abril de 2001, a estudante Ruth Tentuge, com quem My Thor tinha um relacionamento e um filho, foi morta no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. O crime teria sido motivado por uma traição da jovem. Ela teria sido sequestrada na saída do presídio Bangu III, após visitar My Thor. O corpo foi encontrado em um terreno baldio de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.


Em setembro de 2002, My Thor, Fernandinho Beira Mar e "Gigante" comandaram um levante em Bangu 1, que matou seis presos de uma facção rival. Cinco meses depois, My Thor foi condenado a 11 anos de reclusão em regime fechado por homicídio. Como ele já tinha duas condenações por tráfico, o tempo total de reclusão foi 19 anos no presídio federal de segurança máxima de Catanduva, no Paraná. Hoje, no entanto, ele cumpre a prisão a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.


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