Vereador Aquiles Barreto: "Falta remédio, mas a saúde teve mais de R$ 212 milhões em Cabo Frio"

O vereador falou sobre o atual momento em Cabo Frio

Por Redação JS em 17/02/2016 09h46

O entrevistado da manhã de segunda-feira no programa Bom Dia Litoral, foi o vereador de Cabo Frio, Aquiles Barreto (Solidariedade). Durante a entrevista o vereador falou sobre diversos assuntos, como o seu trabalho na Câmara, a cobrança da população e o Córrego Rico.


No começo da entrevista, o vereador fez questão de ressaltar que durante o seu mandato tem enfrentado várias batalhas, mas a primeira delas foi a educação:


“Cobrei a escola Patrícia Azevedo, que até hoje não foi inaugurada. Eu já fui visitar duas vezes, um colégio que já gastou mais de 6 milhões, fiz um requerimento na Câmara pedindo uma explicação ao prefeito e até hoje esse requerimento não foi aprovado. A promessa era para a obra ser entregue em junho de 2015, mas o que me preocupa é que antes mais de 100 funcionários estavam trabalhando na obra, na semana antes do carnaval fui lá e só tinha 8 funcionários. Os alunos vão continuar estudando em uma igreja alugada no Jardim Esperança e mais 6 milhões já saíram do bolso do contribuinte. Pedimos esclarecimento ao prefeito, mas o prefeito não responde ninguém. “ Afirmou.


Fazendo uma retrospectiva sobre a sua atuação na Câmara de Vereadores, Aquiles confessou que tem sido um aprendizado constante e que tem faltado atuação maior por parte de outros vereadores:


“Quando chegamos, pensamos que vamos mudar o mundo, que vamos transformar tudo, e não é assim. Temos que aprender a cada dia e resolvi fazer o meu trabalho. Eu não dependo do trabalho de outros vereadores, só do meu. Venho cobrando na área de educação, recentemente pedi a CPI da saúde, porque falta remédio, atendimento, a UPA está fechada e a saúde teve mais de 212 milhões de reais, por isso eu acho que essa fiscalização, que é o papel dos vereadores, faltou sim para alguns, mas não é tarde, ainda dá para fiscalizar a saúde, educação, Córrego Rico.”


Ao abordar a questão do Córrego rico, o vereador lembrou que fez um requerimento à Consercaf, na Câmara, e foi respondido por Dr. Taylor, líder do governo, que não era mais necessário apresentar o documento porque a Consercaf estava sendo extinta, e na mesma semana um aditivo foi implementado no contrato de R$ 27 milhões da Corrégo Rico.


“A Consercaf está sendo extinta, mas esse dinheiro está indo para outra empresa, que é a Corrégo Rico. Então mudamos o foco e começamos a investigar e a pedir documentos. Fiz isso através de oficio, através de requerimento, depois em sumula STF, onde por 30 dias o prefeito podia me responder, e não respondeu, ele (Prefeito) foi na Câmara, xingou meu assessor, e no final disse que a Córrego Rico teria de 100 a 200 caminhões e máquinas agregadas. Agora eu pergunto, será que Cabo Frio precisa de 200 maquinas sendo usadas e só 3 ambulâncias funcionando? Será que essas 200 maquinas trabalham? A justiça me deu ganho de causa e agora o Juiz quer todos os documentos em sua mesa, para poder tirar cópia e entregar a mim.”


O vereador se indignou e desabafou completando que não cabe mais essa administração e tanta falta de transparência.


“Essa briga não é só minha, essa briga é de Cabo Frio. Acredito que 30 maquinas funcionando, seriam suficiente. O que eu posso fazer agora é aguardar a justiça, confiar nela, e esperar que a gente possa ter todos os contratos e averiguar junto com a população.”


Aquiles mostrou também sua indignação com a prefeitura quanto a questão de do atraso no pagamento dos professores:


“É muito triste ver essa falta de resposta, onde não se paga. Temos que entender os professores. Vamos supor que um colégio particular não pague seu professor, você acha que eles vão continuar trabalhando? Claro que não. Temos que chegar a um acordo, para poder encerrar o ano letivo de 2015 e começar 2016.”


Perguntado se pretende trocar de partido, o vereador declarou que se sente bem no Solidariedade:


“Eu fui candidato a deputado estadual pelo Solidariedade, alguns amigos saíram do partido e eu sou o 1º suplente de deputado estadual pelo partido. O partido me acolheu, todos sempre foram muito honestos comigo. Existem convites, mas me sinto bem no Solidariedade.”

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