Vigilância em Saúde Ambiental realiza ações de bloqueios de mosquitos em Cabo Frio

As condições meteorológicas influenciam diretamente no processo de proliferação de mosquitos. Fatores como chuva (quantidade de dias e volume), umidade e temperatura ditam o aumento ou diminuição da população desses insetos em uma determinada região. Com as últimas chuvas em Cabo Frio, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental realiza ações de bloqueios desses mosquitos de forma mecânica e por meio do carro fumacê, principalmente para conter o Aedes aegypti, responsável por doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O bloqueio mecânico é feito com visitas às residências pelas equipes de agentes de Controle de Endemias e de Combate a Vetores. O carro fumacê circula pelo município, abrangendo primeiro as áreas com maior índice de notificações, e faz a aspersão do inseticida recomendado pelo Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os bairros com maiores índices de proliferação de mosquitos são: Guarani, Praia do Siqueira, Palmeiras, Vila do Sol, Recanto das Dunas, Parque Burle, Braga, Manoel Correia, São Cristóvão, Jardim Excelsior, Portinho, Aquários e Santo Antônio.

Segundo a Coordenadoria, de 01 de janeiro a 27 de maio o município contabilizou 1102 notificações de dengue, sendo 37 confirmadas; 817 de chikungunya, dos quais 142 foram confirmadas; e duas notificações de zika, que não foram confirmadas.

A coordenadora da Vigilância em Saúde Ambiental, Andreia Nogueira, pede o apoio da população no combate aos mosquitos. “A comunidade colabora quando não deixa água parada, realiza limpeza de calhas de telhas, verifica atrás dos refrigeradores onde sempre há um reservatório de água, mantém garrafas viradas, olha sempre ralos que circulam água limpa e também reservatórios de águas dos animais de estimação, dentre outras medidas”.

Ainda segundo ela, através de coletas feitas com armadilhas, foi constatado que a espécie que se encontra em expressiva circulação na cidade atualmente é o Aedes albopictus. O mosquito, apesar de incômodo, não é transmissor de arboviroses.

“Certamente a presença dessa espécie se dá porque Cabo Frio é cercada por áreas de mata e de charcos. É um mosquito mais agressivo, mas não transmite doenças. A população deve continuar se protegendo usando repelente e mantendo os cuidados que impedem a formação de focos de reprodução”, concluiu a coordenadora.

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