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Criança de 1 ano é internada com lesões e mãe e padrasto são presos por suspeita de tortura em Arraial do Cabo

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Uma criança de 1 ano e 2 meses foi socorrida com múltiplas lesões no Hospital Geral de Arraial do Cabo, na tarde de domingo (5), e o caso resultou na prisão em flagrante da mãe e do padrasto por suspeita de tortura. A ocorrência mobilizou a Polícia Civil e a Guarda Civil Municipal após denúncia da equipe médica. 

Segundo a Polícia Civil, os profissionais de saúde acionaram os agentes ao identificarem que os ferimentos apresentados pela criança eram incompatíveis com a versão dada pelos responsáveis. 

O casal alegou que o menor teria sido atacado por um animal filhote, mas, conforme avaliação médica, as lesões indicavam agressões físicas.

A ação foi conduzida por policiais da Delegacia de Polícia Civil de Arraial do Cabo, com apoio da Patrulha Maria da Penha e da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), que atuaram no controle de uma aglomeração de pessoas no hospital e deram suporte às diligências. 

Diante da suspeita, os envolvidos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Cabo Frio. Após a realização de exames periciais, foi constatado que as lesões tinham origem em ação contundente de natureza humana, o que levou à prisão em flagrante do casal com base na Lei de Tortura. 

Após receber atendimento médico e ter alta hospitalar, a criança foi encaminhada para os procedimentos legais e entregue ao pai. 

O que diz a polícia

Segundo a polícia, as agressões contra a criança aconteceram na Sexta‑Feira Santa (3), mas o menor não foi levado para atendimento médico naquele momento. 

A situação só veio à tona após outros familiares, incluindo o pai, perceberem que a criança continuava sentindo dores, o que levou à busca por ajuda. As investigações apontam que a vítima permaneceu sofrendo por dias, sem receber os cuidados necessários, o que caracterizou a continuidade dos maus-tratos até o domingo. 

Ainda de acordo com a polícia, a mãe teria conhecido o suspeito há cerca de três meses por meio de um aplicativo de relacionamento e passou a morar com ele após aproximadamente dois meses. Há cerca de um mês, ela teria deixado o filho sozinho com o homem enquanto ia trabalhar.

A polícia destaca que, em casos envolvendo crianças, qualquer responsável legal que seja omisso ou conivente, deixando de prestar socorro ou permitir a continuidade do sofrimento, responde criminalmente da mesma forma que o autor das agressões, o que fundamentou a situação de flagrante, já que os efeitos do crime se prolongaram ao longo dos dias. 

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação.

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