A Prefeitura de Cabo Frio segue com ações intensas de ordenamento, proteção e recuperação de áreas verdes degradadas no município. Nessa terça-feira (19), uma operação comandada pela Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, em parceria com a Companhia de Serviços de Cabo Frio (COMSERCAF) e a Secretaria de Segurança e Ordem Pública, e com apoio de órgãos ambientais estaduais, promoveu a reorganização de mais um espaço público, desta vez o Morro do Telégrafo, localizado no bairro Jacaré.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde a década de 60, devido a sua relevância histórica e ambiental, o local vinha sofrendo desmatamento para a instalação de um criadouro clandestino de aves domésticas. Aproximadamente 500 m² de área verde já tinham sido danificados agravando, dentre outros riscos, a possibilidade de desmoronamento de terra durante períodos de chuvas volumosas.
Há alguns meses, a mesma área já havia sido alvo de uma operação para derrubada de um muro irregular, que cercava o local, após invasões. Para preservar o morro, as equipes cercaram, nessa terça-feira, a área com mourões e iniciaram uma nova etapa: a restauração do espaço com plantio de mudas nativas. Toda a ação foi acompanhada por representantes da associação de moradores do bairro.
Com o cercamento de todo o terreno, o objetivo é que a operação de ordenamento promova a conscientização de moradores e impeça o uso ilegal do espaço com ações irregulares que acarretam a degradação ambiental, como despejo de lixo, entulho e outros dejetos.
Para o secretário de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, Jailton Nogueira, a população tem participação fundamental na preservação dos espaços públicos cabo-frienses:
“O governo municipal vem fazendo a sua parte, trabalhando intensamente na fiscalização e na restauração de áreas que vinham sofrendo degradação há muito tempo. Com o apoio de parceiros, nós combatemos o vandalismo e promovemos o cercamento dos espaços que também são cuidadas com ações de plantio e revitalização. Contudo, sem a colaboração contundente da sociedade, o trabalho não consegue se manter. Quando um espaço é revitalizado, a primeira beneficiária é a própria população”, disse ele.

