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ACIA repudia decreto do prefeito obrigando comerciantes de Cabo Frio/Tamoios a realizarem testes rápidos da Covid-19 em todos os seus colaboradores

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Nesta quarta-feira, dia 24, a Acia, Associação Comercial, Industrial e Turística de Cabo Frio, emitiu uma nota de repúdio contra decreto do prefeito, Dr. Adriano.

Confira na íntegra:

“A ACIA (Associação Comercial, Industrial e Turística de Cabo Frio) repudia, veementemente, o decreto 6.278 de 22 de junho de 2020, assinado pelo prefeito Adriano Moreno, obrigando todos os estabelecimentos comerciais de Cabo Frio/Tamoios a realizarem testes rápidos da covid-19 em todos os seus colaboradores. Segundo o decreto, a medida se faz necessária devido ao aumento de 40,3% de casos confirmados de coronavírus e 11 óbitos no munícipio nos últimos 15 dias.


A ACIA entende que a realização desses exames é de responsabilidade do poder público (município de Cabo Frio e do governo do Estado). Os empresários, em geral, já gastaram mais do que podiam e estão seguindo todas as regras impostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É um absurdo que o prefeito passe uma responsabilidade do governo aos empresários que mal estão conseguindo recuperar os prejuízos causados pela pandemia e ainda manterem seus estabelecimentos abertos.


A ACIA luta por todos os empresários (associados ou não) e também preza pelos direitos dos funcionários, respeitando o bem maior que é a vida.


Vamos até o fim para que esse decreto seja alterado e essa obrigação não seja imposta aos comerciantes e que o mesmo não seja levado à frente. Seguimos nossos deveres, mas exigimos nossos direitos. Se a empresa puder fazer os testes, ótimo; até mesmo por esses testes rápidos não serem o caminho da solução, mas sim, a estruturação da saúde num todo para superarmos a covid-19. Mas, a imposição pelo governo, chega a ser inaceitável com os nossos empresários.
Muitas empresas não estão tendo como pagar seus alugueis, colaboradores e outras responsabilidades. Todas estão seguindo os decretos e usando as EPIs, álcool em gel, utilizando e oferecendo máscaras, orientados pela OMS. Não podemos pagar pela falta de estrutura na saúde do Estado do Rio, do Brasil e de Cabo Frio.


Solicitamos, com urgência, a revisão desse decreto pelo prefeito e seu gabinete de crise. Queremos e vamos colaborar, mas precisamos que o governo também tenha sensibilidade com esse momento atípico e crítico que a nossa população e nosso comércio estão vivendo. Não é o momento de obrigatoriedade, mas sim de acolhimento com nossos comerciantes que ajudam a manter e gerar empregos na cidade”. -Patrícia Cardinot (Presidente ACIA Cabo Frio)

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