A atriz e ativista Brigitte Bardot, um dos maiores símbolos do cinema mundial no século 20, morreu neste domingo, 28 de dezembro, aos 91 anos. A informação foi confirmada pela Fundação Brigitte Bardot, criada pela própria artista. A causa da morte não foi divulgada.
Bardot ganhou projeção internacional na década de 1950 e se tornou um ícone cultural ao estrelar o filme E Deus Criou a Mulher (1956). Com uma carreira marcada por cerca de 50 produções, ela redefiniu padrões de comportamento, estética e liberdade feminina, tornando-se uma das figuras mais fotografadas e comentadas de sua geração.
Apesar do sucesso nas telas, Brigitte Bardot decidiu abandonar o cinema ainda jovem, em 1973, aos 39 anos. A partir daí, passou a se dedicar integralmente à defesa dos direitos dos animais, causa que guiou as últimas décadas de sua vida. Em 1986, fundou a Fondation Brigitte Bardot, referência internacional na luta contra maus-tratos, exploração animal e práticas consideradas cruéis.
Ligação histórica com Búzios
Além do legado artístico e ativista, Brigitte Bardot mantém uma ligação histórica e afetiva com o Brasil, especialmente com Armação dos Búzios. Em 1964, no auge da fama, a atriz passou uma temporada na então pequena vila de pescadores, buscando tranquilidade e anonimato longe dos holofotes europeus.
Apresença de Bardot em Búzios atraiu a atenção da imprensa internacional e ajudou a projetar o balneário para o mundo, transformando o destino em um dos mais conhecidos do litoral brasileiro. Fotografada caminhando pelas praias, convivendo com moradores e desfrutando da simplicidade local, a atriz contribuiu diretamente para o início da vocação turística da cidade.
Em reconhecimento, o município batizou a principal orla do centro como Orla Bardot e instalou uma estátua de bronze da atriz, voltada para o mar, que se tornou um dos principais cartões-postais de Búzios e ponto obrigatório para turistas.

