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	<title>Arquivos Artigo - Jornal de Sábado</title>
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	<title>Arquivos Artigo - Jornal de Sábado</title>
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		<title>Artigo: &#8220;Brasil precisa consolidar o ciclo de desenvolvimento&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 13:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Bernardo Ariston PIB, emprego, renda, redução da pobreza e exportações sustentam a avaliação de que Lula deve ser reeleito. Os desafios fiscais permanecem, e as controvérsias que cercam Flávio Bolsonaro também precisam ser consideradas pelo eleitor. A escolha de quem deve governar o Brasil precisa considerar resultados concretos e a capacidade de transformar crescimento [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Bernardo Ariston</strong></em></p>



<pre class="wp-block-verse has-text-align-center"><em>PIB, emprego, renda, redução da pobreza e exportações sustentam a avaliação de que Lula deve ser reeleito. Os desafios fiscais permanecem, e as controvérsias que cercam Flávio Bolsonaro também precisam ser consideradas pelo eleitor.</em></pre>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha de quem deve governar o Brasil precisa considerar resultados concretos e a capacidade de transformar crescimento econômico em melhores condições de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nos indicadores disponíveis, considero Luiz Inácio Lula da Silva mais comprometido com o desenvolvimento nacional e mais preparado para conduzir o país. Por isso, defendo sua reeleição para dar continuidade ao trabalho em curso e consolidar avanços que ainda precisam alcançar mais brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números ajudam a explicar essa posição. O Produto Interno Bruto cresceu 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, segundo o IBGE. A média ficou próxima de 3% ao ano. No governo Bolsonaro, entre 2019 e 2022, o crescimento médio foi de aproximadamente 1,4% ao ano. A comparação indica que, até aqui, a economia brasileira avançou em ritmo mais elevado no atual governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A melhora também aparece no mercado de trabalho e na renda. Em 2025, a taxa anual de desocupação caiu para 5,6%, o menor nível da série iniciada em 2012. O rendimento real habitual médio chegou a R$ 3.560, também um recorde da série da PNAD Contínua. São indicadores que afetam diretamente a vida cotidiana: mais pessoas ocupadas e maior renda real ampliam a capacidade de consumo e ajudam a movimentar a economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área social, o IBGE registrou que a proporção da população na pobreza caiu de 27,3% em 2023 para 23,1% em 2024. A extrema pobreza recuou de 4,4% para 3,5%. Segundo o instituto, 8,6 milhões de pessoas saíram da pobreza nesse intervalo. O resultado não elimina a desigualdade nem a necessidade de políticas permanentes, mas mostra que emprego, renda e proteção social podem produzir efeitos mensuráveis.</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph">O comércio exterior também apresentou resultados expressivos. As exportações brasileiras somaram cerca de US$ 348,3 bilhões em 2025, recorde da série, e o país registrou superávit de aproximadamente US$ 68,1 bilhões. O desempenho reflete a força do agronegócio, da mineração, do petróleo e de outros setores exportadores. Para transformar esse potencial em desenvolvimento duradouro, o Brasil precisa ampliar a produtividade, a tecnologia, a infraestrutura e o valor agregado da produção nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa avaliação precisa reconhecer também os desafios. Em 2025, a dívida bruta chegou a 78,7% do PIB, enquanto o resultado primário permaneceu deficitário. Esses números exigem responsabilidade fiscal, qualidade do gasto público e crescimento capaz de sustentar as políticas públicas. A inflação, por sua vez, fechou o ano em 4,26%, abaixo dos índices registrados em 2021 e 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha presidencial também exige avaliar a trajetória e as explicações dadas pelos demais candidatos. Flávio Bolsonaro mantém uma controvérsia política relevante em torno de suas relações com Adriano da Nóbrega, ex-policial apontado pelas autoridades como ligado a uma milícia: Flávio apresentou homenagens a Adriano e empregou em seu gabinete na Alerj a mãe e a então esposa do ex-PM. O caso da chamada “rachadinha” é outra controvérsia escandalosa. Contudo, a cereja do bolo, que demonstra a sua total falta de escrúpulos foi sua relação com o caso do Banco Master. Recentemente, ele confirmou ter pedido patrocínio a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Reportagens relataram uma negociação de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões à época, e pagamentos de aproximadamente R$ 61 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No conjunto dos indicadores examinados, crescimento do PIB, emprego, renda, pobreza e exportações, os resultados mais recentes favorecem o governo Lula. Essa avaliação não significa ignorar os problemas econômicos nem tratar os avanços como suficientes. Significa reconhecer os resultados registrados e cobrar que eles se convertam em melhores serviços, oportunidades e segurança para a população.<br>É por esses motivos que defendo a reeleição de Lula. A continuidade pode permitir que políticas em andamento amadureçam, que investimentos se convertam em obras e serviços e que o crescimento alcance mais brasileiros. Reeleger Lula garante a escalada do desenvolvimento e do crescimento do Brasil, significa, na minha avaliação, dar ao país a oportunidade de concluir e aprofundar um projeto que, até aqui, apresenta resultados melhores em áreas centrais para a vida do povo e para o futuro da nação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bernardo Ariston</p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-brasil-precisa-consolidar-o-ciclo-de-desenvolvimento/">Artigo: &#8220;Brasil precisa consolidar o ciclo de desenvolvimento&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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		<title>Artigo: &#8220;O Mundo Redesenhado à Força&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 13:54:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A geopolítica entrou em modo de disputa aberta. Com Trump falando em petróleo na Venezuela, tensão crescente no Irã e o Ártico virando fronteira estratégica, o planeta deixa para trás o verniz diplomático e volta a operar por força, pressão e interesse econômico. O mundo não está apenas atravessando um período de tensão, ele está [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-n743h137"><strong><em>A geopolítica entrou em modo de disputa aberta. Com Trump falando em petróleo na Venezuela, tensão crescente no Irã e o Ártico virando fronteira estratégica, o planeta deixa para trás o verniz diplomático e volta a operar por força, pressão e interesse econômico.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-x6hdp558">O mundo não está apenas atravessando um período de tensão, ele está mudando de lógica. Quando a lógica muda, aquilo que antes parecia impensável passa a ser tratado como normal. O que antes exigia verniz diplomático começa a ser dito sem cerimônia. A geopolítica internacional entrou numa fase mais dura, em que energia, comércio e poder voltam a ser usados como instrumentos diretos de disputa.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-goas6548">A Venezuela se tornou o exemplo mais evidente dessa virada e não por interpretação sofisticada, mas por um motivo direto, Donald Trump fez questão de colocar o petróleo no centro das justificativas. Quando o próprio discurso oficial aponta o recurso estratégico como motor da ação, a mensagem deixa de ser moral e passa a ser objetiva, ou seja, trata-se de controle, reposicionamento e demonstração de força. Em outras palavras, a lógica do espólio volta a rondar a política internacional, não como exceção, mas como método.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-ptc4o593">O petróleo não é apenas energia, ele é inflação, custo de transporte, equilíbrio fiscal, estabilidade social e, no fim da linha, sobrevivência política. Controlar petróleo é controlar um nervo do mundo e é por isso que a Venezuela não entra no debate apenas como um caso latino-americano, ela funciona como sinal global. Se interesses energéticos começam a justificar movimentos extremos, o sistema internacional perde o seu freio mais importante, a previsibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-ge3y5539">Esse cenário não surge do nada, ele acompanha uma transformação estrutural, o mundo caminha para uma disputa mais aberta entre potências e blocos. Durante décadas, os Estados Unidos sustentaram a liderança global com poder militar, peso econômico e domínio financeiro, mas esse modelo passou a ser pressionado à medida que China e Rússia ampliaram seu espaço. A China deixou de ser apenas a “fábrica do mundo” e passou a operar como polo de tecnologia, comércio e infraestrutura, criando dependências de longo prazo. A Rússia, por sua vez, se fortalece quando o planeta fica caro, instável e fraturado, porque energia e dissuasão militar voltam a ter peso decisivo.</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-5qe4u606">É nesse pano de fundo que o Oriente Médio volta a se tornar um ponto nervoso. A escalada em torno do Irã não é só uma crise regional: é um risco global, porque mexe com rotas energéticas e com a sensibilidade do mercado. Hoje, muitas vezes, a guerra começa sem tanques, sem invasão formal, sem declaração: começa com preço, com medo, com seguro marítimo subindo, com frete encarecendo e com inflação entrando pela porta da frente na vida das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-mef47530">Ao mesmo tempo, temas que pareciam distantes ganham um novo sentido. A Groenlândia, tratada por muitos como exagero, entra no mapa como símbolo de uma disputa por futuro. O Ártico deixou de ser periferia e passou a ser fronteira estratégica, com rotas, posicionamento militar e recursos minerais. O que parecia absurdo numa frase vira racional quando se olha o cálculo frio, quem controla certos espaços hoje ganha vantagem amanhã.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-5lkox586">Nesse ambiente, comércio deixa de ser apenas economia e vira estratégia. Por isso o BRICS ganha relevância, pois ele expressa a tentativa de reduzir dependências e ampliar alternativas num mundo em que moeda, crédito e sanções também viraram instrumentos de pressão. É na mesma lógica que o acordo Mercosul–União Europeia precisa ser entendido sem ingenuidade. Ele não é só exportação e cifras; é reposicionamento em meio ao terremoto global. Pode ser oportunidade, mas também pode reforçar um padrão antigo, caso o Mercosul permaneça apenas como exportador de matéria-prima e importador de alto valor agregado.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-qbewo521">A conclusão é incômoda, mas necessária, o mundo não enlouqueceu, ele ficou mais disputado. Quando o planeta entra nesse modo, petróleo, comércio, tecnologia e território voltam a ser tratados como instrumentos de poder bruto. O desafio do Brasil não é escolher torcida é construir estratégia, porque o impacto dessas disputas chega aqui no que realmente importa, dólar, juros, combustível, custo de vida e estabilidade. Quando o mundo é redesenhado à força, quem não se posiciona com inteligência vira apenas cenário do jogo dos outros e paga a conta primeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-6jkni577"><strong>Bernardo Ariston</strong></p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-o-mundo-redesenhado-a-forca/">Artigo: &#8220;O Mundo Redesenhado à Força&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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		<title>Artigo: &#8220;Soberania Digital Brasileira&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 12:10:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil está diante de um divisor de águas. Sem tecnologia própria, não há independência, não há segurança e não há futuro, portanto, é hora de assumir o controle do nosso destino digital. Soberania digital, inovação e autonomia são essenciais para o futuro econômico e político do país. Por Bernardo Ariston O mundo mudou mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" id="viewer-foo"><em>O Brasil está diante de um divisor de águas. Sem tecnologia própria, não há independência, não há segurança e não há futuro, portanto, é hora de assumir o controle do nosso destino digital. Soberania digital, inovação e autonomia são essenciais para o futuro econômico e político do país.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-yhkm0510"><strong><em>Por Bernardo Ariston</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-7qhpk513">O mundo mudou mais rápido do que percebemos. Em poucos anos, tudo aquilo que organizava as relações internacionais, território, petróleo, exército, comércio, etc, perdeu espaço para um novo tipo de poder, silencioso e decisivo, o poder digital. Hoje, quem controla dados, redes, plataformas, chips, inteligência artificial e sistemas de comunicação controla, de alguma forma, a vida econômica e política de países inteiros. É nesse cenário que o Brasil se encontra diante de uma encruzilhada histórica. Não se trata de retórica futurista; trata-se de compreender o século XXI.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-p8z9d516">O Brasil sempre foi descrito como um gigante adormecido, mas, na era digital, esse gigantismo perde sentido se estiver apoiado em tecnologia importada, vulnerável e dependente. É como erguer um prédio de quarenta andares sobre fundações de areia. A economia brasileira, embora pujante em vários setores, do agronegócio à energia, passando pela mineração e pela criatividade cultural, ainda se apoia quase integralmente em sistemas, plataformas e infraestruturas que não são nossas. O governo, as empresas, os bancos, os cidadãos: todos dependem de tecnologias produzidas lá fora. Isso significa que decisões estratégicas que afetam nosso dia a dia, nossa segurança e até a nossa democracia passam, em algum momento, por mãos estrangeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-dedcc519">Essa dependência digital não é apenas econômica, é política, é social, é profunda. Quando plataformas estrangeiras controlam fluxos de informação, influenciam debates públicos e determinam quais conteúdos são impulsionados ou silenciados, estamos falando de um poder de comunicação sem paralelo, capaz de moldar percepções, afetar eleições, influenciar mercados e definir prioridades nacionais. Sem soberania digital, não existe soberania plena, não existe independência de fato.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-cw2uf522">O debate ganhou força recentemente com o avanço da inteligência artificial. Enquanto as grandes potências investem bilhões para criar modelos, bancos de dados, infraestrutura e algoritmos próprios, nós continuamos a usar ferramentas feitas por outros países, segundo interesses que não são necessariamente os nossos. Estados Unidos, China e Europa disputam uma corrida tecnológica com impacto direto sobre economia, defesa, agricultura, saúde e educação. O Brasil, embora mostre sinais de despertar, ainda está nos primeiros passos dessa jornada. Assim, a pergunta que se impõe é simples: queremos ser protagonistas ou apenas consumidores?</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-g1189525">Apesar das limitações, existe uma oportunidade real de mudança. O país dispõe de vantagens raras, território continental, energia limpa e abundante, biodiversidade incomparável, agricultura altamente tecnológica, população jovem e conectada, capacidade diplomática reconhecida e potencial para desenvolver tecnologias aplicadas ao meio ambiente, ao clima, à segurança alimentar e à produção energética. Somos, em muitos aspectos, um laboratório natural para as necessidades do futuro, mas, para transformar esse potencial em liderança, o Brasil precisa tomar decisões estratégicas, decisões que rompam com a passividade histórica que nos acompanhou desde a industrialização tardia do século XX.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-1bwbw528">A reconstrução da soberania digital brasileira passa por três pilares essenciais. O primeiro é a produção nacional de tecnologia. Não basta comprar sistemas; é preciso criar. Isso envolve semicondutores, software, IA, defesa cibernética e infraestrutura própria para armazenamento e processamento de dados. O segundo é a proteção dos dados dos brasileiros, tratados como patrimônio estratégico. Dados são o “petróleo do século XXI”, mas, ao contrário do petróleo, circulam com velocidade absoluta. Quem controla dados controla mercados, comportamentos e decisões. O terceiro pilar é a formação de capital humano. Sem educação tecnológica, não haverá empresas, nem inovação, nem competitividade. O Brasil não pode assistir ao avanço do mundo enquanto forma gerações inteiras que dominam redes sociais, mas desconhecem programação, lógica algorítmica e inteligência artificial.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-sqvdc531">O mais importante, porém, é que o país compreenda que soberania digital não é um luxo intelectual, nem um capricho de especialistas, é uma condição mínima para garantir empregos, renda, segurança pública, competitividade industrial e estabilidade democrática nas próximas décadas. Se o Brasil não assumir o comando da sua tecnologia, viverá eternamente em posição de dependência, pagando caro por sistemas que não controla e se submetendo a interesses que não pode influenciar.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-a09kz534">O Brasil tem, sim, a chance de virar protagonista, mas protagonismo não nasce de discursos, e sim de projeto. Se quisermos realmente ocupar nosso espaço na geopolítica mundial, precisaremos, também, transformar a tecnologia em prioridade nacional, com planejamento, investimento e visão, caso contrário, mesmo nos fortalecendo em vários segmentos, permaneceremos frágeis exatamente onde o mundo mais avança.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-yq6vb537">O futuro já começou e a pergunta que fica&nbsp; é: vamos participar ou apenas assistir?</p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-soberania-digital-brasileira/">Artigo: &#8220;Soberania Digital Brasileira&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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		<title>Artigo: &#8220;O motor silencioso do desenvolvimento da Região dos Lagos&#8221;</title>
		<link>https://jornaldesabado.net/artigo-o-motor-silencioso-do-desenvolvimento-da-regiao-dos-lagos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 14:31:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São Pedro da Aldeia vive um ciclo consistente de expansão populacional, fortalecimento econômico e valorização urbana. Longe dos holofotes do turismo oceânico, o município se consolidou como polo de serviços, logística, moradia, comércio e turismo lacustre, influenciando diretamente o desenvolvimento de toda a Região dos Lagos e sinalizando um futuro estratégico para o interior fluminense. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" id="viewer-foo"><em>São Pedro da Aldeia vive um ciclo consistente de expansão populacional, fortalecimento econômico e valorização urbana. Longe dos holofotes do turismo oceânico, o município se consolidou como polo de serviços, logística, moradia, comércio e turismo lacustre, influenciando diretamente o desenvolvimento de toda a Região dos Lagos e sinalizando um futuro estratégico para o interior fluminense.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por Bernardo Ariston</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-u8bbl402">São Pedro da Aldeia deixou há muito tempo de ser apenas uma cidade de passagem entre Cabo Frio, Araruama e Iguaba. Aos poucos, de maneira menos ruidosa e mais consistente que seus vizinhos mais famosos, o município se tornou um dos pólos de crescimento mais relevantes da Região dos Lagos. Seu avanço populacional, seu dinamismo econômico e a força crescente de suas atividades comerciais mostram que São Pedro ocupa hoje um papel estratégico na engrenagem socioeconômica fluminense, embora ainda subestimado por quem enxerga a região apenas pelo viés turístico.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-qog8c404">Nos últimos doze anos a população de São Pedro aumentou de pouco menos de 90 mil habitantes para cerca de 104 mil, um salto de quase 18% segundo o Censo. Trata-se de um crescimento contínuo, impulsionado por um perfil demográfico jovem e pela expansão imobiliária que acompanha a migração interna de trabalhadores. Gente que, por razões econômicas e de mobilidade, prefere morar na cidade e trabalhar em Cabo Frio, Búzios, Arraial ou Iguaba. Esse fluxo diário transformou São Pedro em um pólo residencial de peso, com demanda crescente em saúde, educação, transporte e estrutura urbana. Não é à toa, é na vida da família comum, na creche que precisa abrir, na unidade de saúde que precisa atender e na rua que precisa ser pavimentada que se mede o progresso concreto de uma cidade.</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-dwyrj406">A força econômica acompanha esse ritmo. São Pedro tem hoje um PIB estimado em mais de R$ 2,7 bilhões, número que o coloca entre as maiores economias do interior do estado. A composição do PIB explica muito do que a cidade vem se tornando: mais da metade vem do setor de serviços e comércio, que cresceu para atender à população que aumenta e às cidades vizinhas que, muitas vezes, dependem de São Pedro para suprimentos, mão de obra e serviços de apoio. Somam-se a isso uma indústria de base modesta, mas presente, e um setor da construção civil que vive ciclos de expansão.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-an1l9408">Esse movimento gerou uma cidade com identidade própria. São Pedro oferece hoje aquilo que seus vizinhos mais turísticos não conseguem dar com tanta estabilidade, ou seja, moradia mais acessível, oferta crescente de empregos, comércio forte e geografia estratégica. Cruza a região pelo meio, conectando todos os municípios pela RJ-140 e pela RJ-106. É corredor de logística, de serviços, de mão de obra e de abastecimento. Não é exagero dizer que, sem São Pedro, parte do funcionamento diário da Região dos Lagos seria prejudicado, especialmente nos setores de construção, transporte, comércio e serviços gerais.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-5r8z8410">&nbsp;A vocação aldeense não se limita ao papel de base de apoio, o município começa a compreender e explorar seu protagonismo turístico. A orla revitalizada, bem iluminada e urbanizada, transformou o Centro em um cartão-postal moderno, agradável e atrativo. A Lagoa de Araruama, ressurge como símbolo do turismo lacustre, dos esportes náuticos, da cultura local e da economia do mar. Marinas, pequenas embarcações, eventos, história, pesca e gastronomia compõem uma paisagem que, se bem trabalhada, pode fazer de São Pedro um pólo complementar às praias oceânicas, oferecendo ao turista uma experiência diferente e mais tranquila.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-bbsf3412">Ao observar o conjunto, fica evidente que São Pedro da Aldeia se tornou um motor silencioso do desenvolvimento regional. Um motor que não se apoia em espetáculos turísticos, mas em crescimento real: no comércio que abre mais cedo, na construção civil que contrata, na escola que lota, no jovem que chega, na logística que cruza a cidade e no investimento público que começa a compreender a dimensão desse novo papel. A Região dos Lagos precisa reconhecer São Pedro não como coadjuvante, mas como elemento vital para seu próprio futuro. Aliás, mais que isso, o próprio município precisa começar a se enxergar como potência, uma vez que tem todos os predicados para isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-o-motor-silencioso-do-desenvolvimento-da-regiao-dos-lagos/">Artigo: &#8220;O motor silencioso do desenvolvimento da Região dos Lagos&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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		<title>Artigo: &#8220;Fim da Linha&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 12:13:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva encerra um ciclo de ameaças, descumprimentos e tentativas de ruptura institucional. Por Bernardo Ariston A conversão da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em prisão preventiva, decretada por Alexandre de Moraes no sábado (22/11), marca um momento decisivo para o Estado Democrático de Direito no Brasil. A medida [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" id="viewer-foo"><em>A conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva encerra um ciclo de ameaças, descumprimentos e tentativas de ruptura institucional.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por Bernardo Ariston</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-ax3i9388">A conversão da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em prisão preventiva, decretada por Alexandre de Moraes no sábado (22/11), marca um momento decisivo para o Estado Democrático de Direito no Brasil. A medida não surgiu de disputa política nem de retórica, mas de fatos concretos reunidos pela Polícia Federal e validados pela Procuradoria-Geral da República. Relatórios técnicos apontaram risco de fuga, movimentações suspeitas envolvendo possíveis tentativas de abrigo diplomático, manipulação e violação da tornozeleira eletrônica, descumprimento reiterado das restrições impostas desde agosto e, ainda, mobilização de apoiadores para criar tumulto, dificultando a fiscalização. A soma desses elementos tornou a prisão domiciliar insuficiente para garantir a aplicação da lei penal.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-d4teb391">Bolsonaro, porém, não é apenas um investigado que violou medidas judiciais, ele é hoje um condenado. Em setembro, recebeu pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, estímulo intelectual e político aos atos antidemocráticos, ataque ao sistema eleitoral e participação na articulação dos eventos que culminaram no 8 de janeiro. A prisão preventiva, portanto, não é um ponto isolado, integra um conjunto de condutas que vão desde articulações políticas clandestinas até tentativas deliberadas de burlar decisões judiciais. Além da condenação principal, Bolsonaro segue investigado em casos que envolvem as joias sauditas, interferência na Polícia Federal, espionagem ilegal e financiamento digital de campanhas de desinformação.</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-24m4f394">O impacto político da prisão é imediato. Primeiro, desestrutura o comando do bolsonarismo, movimento que sempre dependeu diretamente da figura central do ex-presidente. Sem Bolsonaro livre e ativo, a extrema direita enfrenta um vácuo de liderança e uma disputa interna que tende a se intensificar nos próximos meses. Em segundo lugar, a prisão aumenta drasticamente o custo político e institucional de ensaios golpistas. Pela primeira vez desde a redemocratização, o Brasil pune um ex-chefe de Estado por tentar subverter a ordem constitucional. Por fim, expõe a disputa narrativa. Enquanto a base radical insiste no discurso de perseguição, a imprensa internacional classifica o episódio como reação legítima de um país que enfrentou uma tentativa real de ruptura democrática. A fala de Donald Trump, tentando transformar o caso em capital político, apenas reforça o alinhamento histórico entre ambos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-5i285397">O significado histórico é profundo, a prisão preventiva não inaugura autoritarismo algum; ela encerra a era da indulgência. Durante anos, o Brasil tratou discursos golpistas como exageros, mobilizações antidemocráticas como protestos e ataques às instituições como meras divergências políticas. Essa normalização levou o país ao 8 de janeiro. A resposta do STF agora representa um marco institucional, a democracia brasileira não tolerará mais ameaças, blefes ou chantagens travestidas de patriotismo. É um sinal claro de que a Constituição não é negociável e afrontá-la tem consequências.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-3utzm400">Bolsonaro está preso porque tentou derrubar a democracia e porque continuou a desafiar a Justiça mesmo após condenado. Sua prisão preventiva é, acima de tudo, a reafirmação de que, em um Estado de Direito, ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei. Hoje, Bolsonaro está preso. O Brasil, não.</p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-fim-da-linha/">Artigo: &#8220;Fim da Linha&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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		<title>Artigo: &#8220;A Força do Turismo na Região dos Lagos&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 13:38:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Bernardo Ariston A Região dos Lagos se tornou, nos últimos anos, um dos principais pólos estratégicos do turismo fluminense, responsável por atrair milhões de visitantes, movimentar a economia e capaz de projetar o Rio de Janeiro como um destino turístico mais relevante. Em um estado que luta há décadas para reorganizar sua economia e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Bernardo Ariston</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A Região dos Lagos se tornou, nos últimos anos, um dos principais pólos estratégicos do turismo fluminense, responsável por atrair milhões de visitantes, movimentar a economia e capaz de projetar o Rio de Janeiro como um destino turístico mais relevante. Em um estado que luta há décadas para reorganizar sua economia e recuperar protagonismo nacional, ignorar o peso dessa região seria um erro, técnico, político e estratégico, de avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A força turística da Região dos Lagos é evidente a cada temporada. Em períodos de alta, cidades como Cabo Frio, Búzios, Arraial do Cabo e Saquarema recebem multidões vindas de diversos lugares, gerando um fluxo de visitantes que poucos destinos brasileiros fora das capitais conseguem alcançar. Búzios segue entre os lugares mais desejados do país, Arraial do Cabo consolidou-se como referência internacional de mergulho e águas turquesas e Saquarema transformou-se na capital nacional do surf, projetando o estado globalmente através de grandes eventos esportivos. Tudo isso forma um corredor turístico singular, combinando praias icônicas, gastronomia, esporte, cruzeiros, natureza, vida noturna e infraestrutura crescente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Esse dinamismo se traduz em impacto econômico real. O turismo é uma das atividades que mais geram emprego e renda na região, influenciando diretamente setores como hotelaria, alimentação, transporte, comércio e entretenimento. Em toda a região, o turismo é componente fundamental do PIB local. A infraestrutura regional reforça essa vocação: Via Lagos, Aeroporto Internacional de Cabo Frio, marinas, terminais de cruzeiros, expansão imobiliária e a proximidade com a Região Metropolitana e a BR-101 criam um ambiente propício para a circulação permanente de visitantes.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A realidade sempre traz consigo desafios que não podem ser ignorados. A escalada do turismo de massa desorganizado é hoje uma das maiores ameaças à própria sustentabilidade do destino. Feriados prolongados e verões superlotados vêm pressionando além do limite a infraestrutura urbana, travando ruas, sobrecarregando abastecimento de água, expondo a fragilidade do saneamento, aumentando o lixo nas praias e elevando o custo de vida do morador local. A informalidade explode, a ocupação desordenada cresce, e a especulação imobiliária empurra famílias de baixa renda para áreas cada vez mais afastadas. É um modelo que gera riqueza no curto prazo, mas que, sem gestão, produz desgaste, conflitos e perda de qualidade ambiental.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O turismo de massa também altera a relação entre o morador e sua própria cidade. Quando a sensação local passa a ser a de “cidade tomada”, o ciclo econômico se torna perverso: cresce o faturamento empresarial, mas diminui a qualidade de vida, aumentam os problemas sociais e se cria uma divisão simbólica entre quem vive e quem visita. Se nada for feito, a Região dos Lagos corre o risco de repetir erros de destinos internacionais saturados, onde a experiência do turista cai, o morador se afasta e o destino perde valor.</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Paralelamente, há um elemento estratégico que reforça ainda mais a relevância da região para o Rio de Janeiro: a ampliação do tempo de permanência do visitante. O turista que chega à capital para conhecer seus ícones, Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Maracanã, raramente retorna para casa sem passar alguns dias em Cabo Frio, Búzios ou Arraial do Cabo. Isso significa mais diárias de hotel, mais refeições, mais compras, mais transporte, mais impostos, mais emprego. O Estado inteiro ganha. Sendo assim, proteger a qualidade da experiência na Região dos Lagos é proteger a imagem turística do Rio de Janeiro como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>É por isso que a discussão precisa ultrapassar o improviso e se transformar em política pública de longo prazo. O Estado e os municípios devem tratar a Região dos Lagos como um eixo estratégico, não como um somatório de cidades isoladas. É preciso coordenar ordenamento urbano, plano de uso das praias, limites de carga ambiental, gestão integrada de resíduos, mobilidade, regulamentação de aluguel de temporada, qualificação profissional e investimento contínuo em saneamento básico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A Região dos Lagos é um dos poucos lugares do Brasil com potencial real para ser referência internacional em turismo de natureza, esporte, gastronomia e qualidade de vida. Mas isso só acontecerá se desenvolvimento e preservação caminharem juntos. Crescer não significa abrir mão do equilíbrio, significa planejar, organizar e promover um turismo que respeite o ambiente, beneficie o morador e encante o visitante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O futuro do turismo fluminense depende da visão que tivermos agora. O Rio de Janeiro não termina no Pão de Açúcar, ele se estende pela Praia do Forte, pelas águas azuis de Arraial, pelas pousadas de Búzios, pelo surf de Saquarema, pelas lagoas de Araruama e Iguaba, pelo potencial náutico de São Pedro da Aldeia, é um patrimônio natural, econômico e cultural que precisa ser tratado como prioridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Se houver planejamento, responsabilidade e coragem para enfrentar a lógica predatória do turismo de massa, a Região dos Lagos pode e deve liderar uma nova fase de desenvolvimento no Estado do Rio de Janeiro. Um desenvolvimento que respeite quem vive, valorize quem visita e coloque o Rio de Janeiro novamente no centro das referências globais de turismo sustentável, competitivo e socialmente justo.</p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-a-forca-do-turismo-na-regiao-dos-lagos/">Artigo: &#8220;A Força do Turismo na Região dos Lagos&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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		<title>Artigo: &#8220;A Virada Climática Começa na Amazônia&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 13:45:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Bernardo Ariston A COP 30, que acontecerá em Belém do Pará a partir desta segunda-feira, 10 de novembro, não será apenas mais uma conferência climática. Ela carrega um peso simbólico e político raro, pois ocorre dez anos após o Acordo de Paris, vinte anos depois do auge do Protocolo de Kyoto e, pela primeira [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-lxmxv736"><em><strong>Por Bernardo Ariston</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-sapj6473">A COP 30, que acontecerá em Belém do Pará a partir desta segunda-feira, 10 de novembro, não será apenas mais uma conferência climática. Ela carrega um peso simbólico e político raro, pois ocorre dez anos após o Acordo de Paris, vinte anos depois do auge do Protocolo de Kyoto e, pela primeira vez, dentro da própria Amazônia, o coração da maior floresta tropical do planeta. Esse fato muda tudo, elevando o nível de cobrança sobre o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-7t3b0475">Em 2009, participei da COP 15 em Copenhague como deputado federal e presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Naquele momento, o mundo aguardava um acordo global robusto, mas o resultado foi frustrante: o chamado “Acordo de Copenhague” acabou se tornando apenas um documento político, sem força jurídica. Ainda assim, dele nasceram bases importantes, como as metas voluntárias e o compromisso de limitar o aquecimento global a 2 °C. Essa lembrança serve hoje como alerta: sabemos o custo das promessas não cumpridas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-img4h477">A COP 30 será o momento de transformar intenções em ações. Os países deverão atualizar suas NDCs (compromissos nacionais de redução das emissões de gases de efeito estufa), ampliar metas de adaptação e resiliência e definir um novo modelo de financiamento climático. Mas Belém traz um elemento inédito: a centralidade da Amazônia e de seus povos. Por isso, muitos já a chamam de “a COP da Natureza”. Desmatamento, bioeconomia e direitos humanos estarão no centro das negociações, e não mais nas margens.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-w4t64479">O Brasil chega a essa conferência em posição ambígua. De um lado, apresenta avanços como a redução do desmatamento, uma diplomacia ambiental ativa e a criação de um mercado regulado de carbono. De outro, enfrenta críticas pelo licenciamento de petróleo na foz do Amazonas, conflitos fundiários e atrasos na infraestrutura do evento. O país será, ao mesmo tempo, vitrine e réu. A coerência entre discurso e prática será essencial para consolidar o Brasil como liderança climática real.</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-qrvyw481">Na abertura da Cúpula de Chefes de Estado, realizada antes da conferência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que “os olhos do mundo se voltam para Belém” e afirmou que não se trata de “um mercadinho ideológico”, mas de decisões sérias e implementadas. Seu discurso reforçou o compromisso de transformar simbolismo em ação concreta.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-sx2zt483">A presença de povos indígenas e comunidades tradicionais, que chegam a Belém por rios e estradas, dá à conferência uma dimensão humana inédita. Se suas vozes forem realmente ouvidas e não apenas celebradas, a COP 30 poderá representar o momento em que o mundo compreendeu que sem direitos não há floresta, e sem floresta não há clima.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-pzjzd485">Do ponto de vista geopolítico, será também um teste ao multilateralismo. O Sul Global chega cobrando justiça: não pode ser pressionado a fazer mais enquanto os países ricos ainda devem financiamento e compensações. O Brasil terá de equilibrar essas forças, mantendo pontes com Estados Unidos, União Europeia, China e BRICS. Se conseguir, poderá emergir como articulador de um novo pacto climático mais justo e equilibrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-7yvlj487">Entre o entusiasmo e o ceticismo, a COP 30 mobiliza narrativas opostas: de um lado, há quem tema discursos vazios e promessas adiadas; de outro, cresce a convicção de que o Brasil e a Amazônia podem conduzir uma virada histórica no debate climático. Belém simboliza mais que um palco: representa a chance concreta de transformar o protagonismo ambiental do país em liderança global efetiva, capaz de unir justiça social, soberania e sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-1sksm489">Nenhuma conferência sozinha salvará o planeta, mas se Belém elevar o financiamento climático, consolidar compromissos com as florestas e mostrar que desenvolvimento e proteção podem caminhar juntos, terá cumprido seu papel histórico. Tendo vivido Copenhague, sei o quanto é fácil frustrar o mundo e o quanto é difícil reconstruir a confiança. A experiência de 2009 me mostra que chegou a hora de transformar o discurso em ação. Se houver coragem, a COP 30 pode marcar o início da virada que o planeta tanto espera.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-a-virada-climatica-comeca-na-amazonia/">Artigo: &#8220;A Virada Climática Começa na Amazônia&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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		<title>Artigo: &#8220;A farsa do algoz que pede compaixão&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 12:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De líder autoritário a réu doméstico, Bolsonaro tenta transformar a punição em vitimização e a justiça em palco. Por Bernardo Ariston A prisão domiciliar, prevista no Código de Processo Penal e na Lei de Execução Penal, é uma medida excepcional. Serve para proteger a saúde ou integridade física do preso quando o Estado é incapaz [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>De líder autoritário a réu doméstico, Bolsonaro tenta transformar a punição em vitimização e a justiça em palco.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Por Bernardo Ariston</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A prisão domiciliar, prevista no Código de Processo Penal e na Lei de Execução Penal, é uma medida excepcional. Serve para proteger a saúde ou integridade física do preso quando o Estado é incapaz de garantir tratamento adequado em presídios. É um instrumento humanitário e, por isso mesmo, deve ser aplicado com cautela, dentro de critérios técnicos e morais. O problema é quando a humanidade vira escudo para o cinismo político.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e destruição de patrimônio público, tenta agora vestir a fantasia de vítima. O mesmo homem que debochava de vacinados, que negava a dor de famílias durante a pandemia e que se alimentava da violência como discurso político, tenta sensibilizar o país com seus laudos médicos. Fala-se em câncer de pele, anemia, insuficiência renal. O “mito” virou paciente e quer clemência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O que Bolsonaro realmente quer não é tratamento, é tempo. Tempo para reorganizar seu exército digital, para continuar mobilizando seguidores, para posar de perseguido político. A prisão domiciliar, para ele, seria o melhor dos mundos, uma cela com Wi-Fi, um cárcere sem grades, um palco silencioso onde o populismo pode continuar vivo. É a reinvenção do discurso. O mesmo homem que defendeu o fuzil como solução para tudo agora se diz indefeso, frágil e injustiçado, uma metamorfose feita sob medida para manter viva a retórica do mártir.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O mais grave é que Bolsonaro não é um homem qualquer em conflito com a lei, é um ex-presidente que tentou subjugar o próprio Estado que o abriga. O uso político da prisão domiciliar, neste caso, vai além de um pedido humanitário: é uma estratégia de sobrevivência. Ele sabe que, mesmo condenado, ainda é o ídolo de uma legião de fanáticos. E a imagem do “líder preso injustamente em casa” é combustível para o discurso golpista que continua circulando nas redes, agora travestido de lamento religioso. O perdão, para ele, é mais uma manobra de poder.</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A ironia é cruel, o homem que tentou destruir as instituições agora busca abrigo nelas. O autoritário que desafiava o STF pede que o mesmo tribunal lhe conceda piedade. É o algoz pedindo compaixão, a farsa perfeita de quem sempre usou o sofrimento como ferramenta de poder. O mesmo que ofendia ministros, que conspirava com generais e que estimulava o caos, agora se agarra ao humanismo constitucional para escapar do cárcere. É a mais nítida demonstração de como o bolsonarismo sobrevive, pela manipulação constante da dor e da culpa, pela inversão teatral de papéis entre vítima e agressor.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Do ponto de vista jurídico, a prisão domiciliar exige requisitos rígidos, doença grave, idade avançada, gestação ou incapacidade do Estado de prover tratamento adequado. Nada disso elimina a necessidade de garantir que o condenado não represente ameaça à sociedade. E é justamente aí que Bolsonaro tropeça, pois ele é, por definição, um risco à ordem pública. Mesmo de dentro de casa, segue capaz de incitar seus seguidores, difundir mentiras e insuflar o caos. O perigo que representa não é físico, é simbólico, é o da impunidade transformada em doutrina política.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto milhares de presos pobres adoecem e morrem em celas sem direito a defesa, o ex-presidente conta com uma equipe de advogados e médicos para transformar sua punição em narrativa. É o retrato da desigualdade penal brasileira, onde o cárcere é o destino dos anônimos, mas a exceção é a morada dos poderosos. Essa disparidade revela o que ainda somos como país, uma nação onde a lei é invocada por quem a violou, e<br>ignorada por quem dela mais precisa. Bolsonaro, com sua tentativa de domesticar a justiça, personifica o vício estrutural do Brasil: a elite que nunca se enxerga culpada.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Supremo Tribunal Federal acertou ao condená-lo, agora, precisa acertar novamente ao negar-lhe privilégios. Se Bolsonaro está doente, que receba tratamento médico em unidade prisional, como prevê a lei. Prisão domiciliar não é prêmio de consolação para quem tentou destruir a democracia, é medida de humanidade, não de conveniência política. O Estado deve ser firme, mas também pedagógico: a justiça só é respeitada quando é igual para todos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O país precisa de justiça, não de piedade seletiva. Bolsonaro já provou que não respeita os limites da lei, nem a liturgia do cargo, nem o valor da verdade. Sua prisão, ainda que simbólica, é uma lição, pois ninguém está acima da Constituição e, se há algo que ele nunca demonstrou enquanto presidente, foi compaixão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A farsa está exposta, o algoz, agora, pede clemência, mas o Brasil amadureceu o suficiente para não se comover com lágrimas de crocodilo.</p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-a-farsa-do-algoz-que-pede-compaixao/">Artigo: &#8220;A farsa do algoz que pede compaixão&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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		<title>Artigo: &#8220;Rio em guerra, cidade sitiada&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 13:36:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, inicialmentre, com 64 mortos e 81 presos, expõe a bravura das forças de segurança e a falência de uma política de segurança baseada em espetáculo e conflito. Por Bernardo Ariston O Rio de Janeiro amanheceu em estado de guerra no dia 28 de outubro de 2025. [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" id="viewer-foo"><em>A megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, inicialmentre, com 64 mortos e 81 presos, expõe a bravura das forças de segurança e a falência de uma política de segurança baseada em espetáculo e conflito.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-4v7v5400"><em><strong>Por Bernardo Ariston</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-8e4up402">O Rio de Janeiro amanheceu em estado de guerra no dia 28 de outubro de 2025. Uma megaoperação com cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar tomou os complexos da Penha e do Alemão com um objetivo direto: frear a expansão do Comando Vermelho, facção criminosa que, há décadas, se alimenta da ausência do Estado e expande raízes por diversos territórios do país. O saldo foi o mais pesado já registrado em uma ação policial no estado: inicialmente 64 mortos, 81 presos, dezenas de fuzis e equipamentos de guerra apreendidos. A cidade parou. Escolas suspenderam aulas, vias foram bloqueadas, ônibus incendiados e o medo voltou a ocupar todas as brechas da vida comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-fttl1803">É preciso reconhecer que houve bravura, pois as forças de segurança enfrentaram barricadas em chamas, atiradores posicionados em altura, emboscadas e, pela primeira vez em escala urbana tão explícita, o uso de drones lançando artefatos explosivos contra o Estado. A operação não foi uma simples incursão, foi um choque contra uma organização criminosa que opera como exército irregular, com logística interestadual, poderio bélico e estrutura de comando consolidada. Houve coragem, técnica e disciplina dos policiais que, diariamente, arriscam a vida para que o crime não se torne poder absoluto. Entretanto, se a coragem policial merece aplauso, a política de segurança pública do governo Cláudio Castro merece crítica dura, direta e necessária, pois não basta entrar no morro com blindados e helicópteros se o Estado sai dele logo em seguida. Não adianta vencer o confronto de hoje se o território retornar, amanhã, a quem domina o cotidiano do morador. A segurança no Rio virou espetáculo e espetáculo com corpos não é política pública, é oportunismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-xi94f791">A narrativa oficial tenta transformar o combate ao crime em bandeira eleitoral. O governador bradou que o Rio está “sozinho nessa guerra”, acusou o governo federal de abandono, insinuou que a União virou as costas para o drama fluminense. Porém, quando se exige clareza institucional, descobre-se que não houve sequer pedido formal documentado de apoio federal para esta operação. O discurso, mais uma vez, gritou mais alto que o protocolo. Isso não é falta de comunicação, é construção intencional de narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-63q93778">O Estado se move pela luz das câmeras, o governo comemora apreensões como se números fossem sinônimo de paz, contudo,&nbsp; por trás de mortos e presos existe uma cidade que sangra e um povo que chora. Quem vive na favela sabe que, quando o fogo cessa, os mesmos criminosos voltam a circular, o medo continua respirando nas travessas e vielas, e as crianças seguem assistindo à violência como único futuro visível. Na lógica oficial, mortos viram indicadores, tiroteios viram mérito e a vida de quem está no meio vira estatística descartável.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-9soaz739">A questão central&nbsp; está na incapacidade de governantes entenderem definitivamente que segurança pública se faz cientificamente com planejamento, condições reais e estratégia bem como, com escola, emprego, iluminação, presença constante do Estado e oportunidades reais. O Comando Vermelho não se fortaleceu em um vácuo: ele se alimentou da ausência do poder público, do desemprego, da segregação urbana, da falta de pertencimento e da falência de políticas de prevenção. Onde o Estado não entra com serviços, o crime entra com soluções, ainda que perversas.</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-r0ysl726">A facção montou no Rio um hub nacional, distribui drogas, recebe armas, abriga foragidos de todo o Brasil, lucra com o que o Estado não controla e organiza territórios sob vigilância armada. Enfrentar isso apenas com confrontos militares é como atacar a copa da árvore sem mexer no tronco e nas raízes. Tira-se um soldado, outro é recrutado. Mata-se um gerente, outro assume o posto. Derruba-se uma barricada, duas surgem na manhã seguinte.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-kkkh9713">Se o Rio quiser realmente virar a página, precisa de estratégia, não de espetáculo. O caminho passa, primeiro, por inteligência e precisão: operações cirúrgicas, rastreamento financeiro da facção, quebra de redes logísticas, combate à lavagem de dinheiro e desarticulação dos verdadeiros chefes, não só dos soldados de fuzil. Passa também pela ocupação social permanente: escola funcionando, comércio seguro, ambulância acessando a favela, wi-fi público onde o Estado quer que a vida prospere. E passa, sobretudo, pela cooperação institucional: União, Estado e municípios precisam atuar como aliados reais, e não como rivais em disputa eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-goxl8700">Segurança se mede por vidas preservadas, por crianças que não entram no crime, por famílias que deixam de fugir do tiroteio, por territórios que deixam de ser governados pelo medo. Se o governo insiste em medir sucesso por quantidade de mortos, está assumindo que a vida, especialmente a vida da favela, vale menos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-05ix2687">A operação de 28 de outubro mostrou um Estado capaz de agir com força, mostrou uma polícia capaz de enfrentar o caos, mas expôs, ao mesmo tempo, um governo incapaz de oferecer respostas para além do combate imediato. Uma vitória no campo da guerra, mas uma derrota no campo da paz.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-lnhq2674">O Rio precisa de coragem&nbsp; sim, mas também precisa de inteligência, de método, de humanidade e de governo. Enquanto a política insistir no roteiro do tiro e da manchete, o ciclo continuará: operação, morte, medo, recuo, retomada do crime. E assim, a cada repetição do enredo, o Rio perde um pouco mais de futuro, sobretudo, porque não há como vencer a guerra quando se governa como se ela nunca fosse acabar.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-9qc0a392">Em tempo: atualização as 1032h já são 128 mortos.</p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-rio-em-guerra-cidade-sitiada/">Artigo: &#8220;Rio em guerra, cidade sitiada&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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		<title>Artigo: &#8220;O Mistério do 3I/ATLAS&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornal de Sábado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 14:38:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cometa interestelar 3I/ATLAS se aproxima do Sol em 29 de outubro e reacende mistérios sobre vida extraterrestre, fé e o nosso lugar no universo. Por Bernardo Ariston De tempos em tempos, o céu nos chama para refletir. Um brilho novo, um objeto inesperado, uma trajetória improvável. E, mais uma vez, olhamos para cima com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph" id="viewer-foo"><em>O cometa interestelar 3I/ATLAS se aproxima do Sol em 29 de outubro e reacende mistérios sobre vida extraterrestre, fé e o nosso lugar no universo.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-ui51i219"><em><strong>Por Bernardo Ariston</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-phdss401">De tempos em tempos, o céu nos chama para refletir. Um brilho novo, um objeto inesperado, uma trajetória improvável. E, mais uma vez, olhamos para cima com a mistura de curiosidade, medo e esperança que acompanha a humanidade desde o início dos tempos. Agora, o motivo tem nome, 3I/ATLAS, o cometa interestelar que atravessa o Sistema Solar carregando perguntas antigas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-q97j0225">Descoberto em julho de 2025 pelo sistema ATLAS, ligado à NASA, o 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto conhecido a chegar até nós vindo de outro sistema estelar. Sua órbita hiperbólica confirma essa origem distante. Ele não representa qualquer risco à Terra, mas sua presença desperta o que existe de mais inquieto na mente humana: a dúvida sobre o desconhecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-jyllv231">Seu núcleo irregular é formado por rocha, gelo e compostos voláteis. À medida que se aproxima do Sol, esse material aquece e começa a se desprender, formando uma chama luminosa e uma cauda sutil que se projeta pelo espaço. O processo é comum em cometas, mas a composição deste objeto não é. Ele apresenta alta concentração de dióxido de carbono e muito pouca água, o que intriga astrônomos do mundo inteiro e levanta questões sobre sua origem e sobre os ambientes onde a vida pode surgir fora da Terra.</p><div class="jorna-meio-do-conteudo jorna-entity-placement" style="text-align: center;" id="jorna-2792581159"><div id="jorna-2425651193"><a href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=558007020195&#038;text&#038;type=phone_number&#038;app_absent=0" aria-label="iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww=="><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww.png 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-300x64.png 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2025/12/iKTXcPgk0g2DERcvTZzJww-768x165.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="193"   /></a></div></div>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-3x1jz235">O ponto mais aguardado dessa visita ocorre em 29 de outubro de 2025, quando o 3I/ATLAS atingirá seu periélio, o momento de maior proximidade com o Sol. Será a ocasião em que ele ficará mais ativo, liberando maior quantidade de gases e poeira, permitindo novas observações científicas. Ainda assim, poderá ser difícil de ser visto da Terra por estar angularmente próximo ao disco solar, mas o que ele revelar depois dessa passagem poderá mudar nossa compreensão sobre objetos interestelares.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-b91rh241">Aqui entra a segunda metade desta história: a fé e o imaginário humano. Sempre que algo estranho surge no céu, teorias se multiplicam. Há quem defenda que 3I/ATLAS possa ser uma sonda extraterrestre, fruto de tecnologia avançada. Cientistas sérios analisam essa hipótese com cautela e rigor, lembrando que não há evidências que sustentem, até agora, qualquer origem artificial. Outros enxergam nele um sinal espiritual. Passagens bíblicas que falam de “sinais nos céus” ganham novamente espaço no debate. Para alguns grupos, o cometa pode simbolizar a proximidade da volta de Jesus Cristo. Não como previsão sensacionalista, mas como reflexão de fé. Se somos criação de Deus, o que cada fenômeno celeste pode representar em Sua obra? Eu sou cristão, para mim, ciência e fé não se anulam, se completam. A ciência revela como o universo funciona. A fé tenta nos mostrar por quê ele existe. Quando um viajante interestelar cruza nossos céus, é impossível não perguntar qual é o propósito de sua passagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="viewer-gtnzn255">O cometa poderá ir embora sem dizer uma única palavra, mas nós não sairemos desta visita da mesma maneira. O 3I/ATLAS não traz respostas fáceis, traz perguntas poderosas: Se há vida lá fora, que papel temos na criação? Se existe inteligência além de nós, o que Deus quer nos ensinar com isso? Se o universo é tão vasto, como acreditar que estamos sozinhos? Talvez, no fim das contas, o maior mistério não seja o cometa, talvez sejamos nós, olhando para o infinito e tentando decifrar o sentido da nossa própria existência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Bernardo Ariston</strong></em></p>
<div id="jorna-1026033082" class="jorna-depois-do-conteudo jorna-entity-placement" style="margin-left: auto;margin-right: auto;text-align: center;"><a href="https://www.salineira.com.br/" aria-label="SALINEIRA"><img src="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg" alt=""  srcset="https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA.jpg 900w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-300x114.jpg 300w, https://jornaldesabado.net/wp-content/uploads/2026/08/SALINEIRA-768x292.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" width="900" height="342"  style="display: inline-block;" /></a></div><p>O post <a href="https://jornaldesabado.net/artigo-o-misterio-do-3i-atlas/">Artigo: &#8220;O Mistério do 3I/ATLAS&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jornaldesabado.net">Jornal de Sábado</a>.</p>
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