Mulher que cobrava R$ 2 mil por falsos cargos no Tribunal Federal em São Pedro da Aldeia é presa

Uma mulher acusada de cobrar R$ 2 mil em troca de cargos comissionados, que não existiam, no Tribunal Federal de São Pedro da Aldeia, foi presa nesta sexta-feira (27). Segundo as investigações policiais, ela enganou pelo menos 11 pessoas, o que soma R$ 22 mil.

A acusada de estelionato atuava em conjunto com outra mulher, que fingia ser juíza, e está foragida. De acordo com as investigações da 126ª Delegacia de Polícia de Cabo Frio, coordenadas pelo delegado Marcello Maia, a maioria das vítimas era funcionária de uma loja no Centro de Cabo Frio, onde a acusada trabalhou como gerente. Também foram lesados familiares de funcionários da loja e vizinhos.

A mulher que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça dizia para as vítimas que a falsa juíza assumiria o cargo no Tribunal Federal de São Pedro da Aldeia. O dinheiro era cobrado com o pretexto de ser uma taxa de adesão porque ela precisava de pessoas de confiança para ocuparem cargos, como o de técnico judiciário e de motorista.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher foragida é uma golpista conhecida nacionalmente. Ela já foi presa anteriormente por estelionato, quando deu um golpe de R$ 20 milhões contra fiéis de uma igreja evangélica em cinco estados (RS, RJ, SP, SC, MS e Distrito Federal).

A mulher que está foragida se passava por pastora e vendia carros, embarcações e até aeronaves “fantasmas”, ou seja, que não existiam, para os fiéis de “elevado padrão econômico”, segundo a polícia. Ainda de acordo com a polícia, ela abandonou a casa onde morava sem levar os pertences.

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