O risco de ser perfeita – Editorial JS

O número de cirurgia estética feita no Brasil vem crescendo ao passar dos anos. Mas com esse aumento, cresce também o número de complicações e mortes devido a erros nesses procedimentos cirúrgicos.

Esses erros vêm crescendo devido ao mau profissional. Um médico para estar habilitado para uma cirurgia plástica precisa passar por cinco anos de residência, dois anos em cirurgia geral e mais três anos em cirurgia plástica. E, atualmente, o que mais encontramos são médicos não especializados, elevando assim o aumento do número de cirurgias mal sucedias.

O que aconteceu, nesta semana, no Rio de Janeiro, com a bancária Lilian Calixto, de 46 anos, nos, alerta, mais uma vez, para esse tipo de procedimento e com um mau especialista. Ela queria aplicar PMMA (polimetilmetacrilato) nos glúteos. Ela morreu após passar pelo procedimento. A suspeita é que a aplicação do PMMA, de modo excessivo tenha ocasionado embolia pulmonar.

Todas as intervenções estéticas envolvem riscos, mesmos que pequenos. Esses procedimentos devem ser feitos em local apropriado, em hospital seguro e com toda a infraestrutura hospitalar adequada, com a equipe médica formada por profissionais qualificados. Hoje já existem muitos procedimentos estéticos, que são úteis para pequenas correções, dispensando a cirurgia, mas os cuidados são os mesmos. É sempre importante que o paciente antes de realizar o procedimento cirúrgico certifique a formação do médico, basta acessar o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e verificar o nome do profissional.

Para aplicação de substâncias no corpo é preciso ter muito cuidado e conhecimento. Cuidado, uma decisão errada pode custar a sua vida.

 

Vilma Matos 

vilmalua@yahoo.com.br

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