Os Javalis Selvagens – Editorial JS

Esses últimos dias o mundo se juntou em preces para ajudar no resgate dos 12 garotos de um time de futebol juvenil (Javalis Selvagens), e do treinador deles numa caverna na Tailândia.

O grupo sumiu após um treino de futebol no dia 23 de junho. Eles entram na caverna Tham Luang, no distrito de Mae Sai, perto da fronteira com Mianmar, para se abrigar do tempo ruim.  A chuva forte inundou o complexo, eles fugiram por dentro dos túneis ate se instalares em um local seco. Eles foram dados como desaparecidos por uma mãe depois que seu filho não voltou para casa naquela noite.

As autoridades locais começaram a procurar os meninos depois que começaram a desconfiar que eles ficassem presos após as fortes chuvas que o isolaram da entrada principal.  Suas bicicletas foram encontradas amarradas a uma cerca, e chuteiras pertencentes às crianças foram achadas perto da entrada por um grupo de oficiais do parque Natural Tham Luang – Khun.

As equipes de resgate se uniram com militares, policiais, mergulhadores, mas as buscas foram dificultadas devido às chuvas e inundações que bloquearam a entrada principal da caverna. Os parentes iniciaram vigília fora da caverna.

Foram dias em busca de alternativas para obter uma pista de onde encontrar o grupo. Com uma pausa no mau tempo, os mergulhadores conseguiram chegar mais longe.  Na segunda-feira (02) veio à ótima noticia: os garotos e o treinador são encontrados vivos.

A primeira atitude era levar alimentos e primeiros socorros para o grupo e após isso terem a missão de retirá-los de lá em segurança.  Houve muita dificuldade para o resgate, mas a esperança não podia deixar de ter. Infelizmente teve uma tragédia nesse resgate, o mergulhador voluntário Saman Kunan (38) levou suprimentos ao grupo, mas na volta ficou sem oxigênio e veio a óbito.

Depois de várias tentativas, no domingo (08), aconteceu à primeira etapa de resgate, na segunda (09) mais 04 meninos foram retirados da caverna e na terça (10) na última etapa os demais foram resgatados.

Os “Javalis Selvagens” foram bravos, guerreiros e, com certeza não desistiram de lutar diante daquele desespero.  E o mundo se juntou em orações, esperança e fé. Se foi um milagre não posso dizer, mas que esses meninos tiveram uma nova chance de viver, sim, eles tiveram.

Vilma Matos

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